“Rigor”
O trio se depara com uma prova crucial… e a compromete imediatamente. Com o tempo se esgotando, eles correm para resolver o mistério antes que a polícia os alcance.
Se tem alguém capaz de transformar um crime em espetáculo de horror cômico, esse alguém é Oliver. Diante do corpo de Nicky, ele faz absolutamente tudo errado: enche a cena com seu DNA, depois leva o cadáver para o apartamento de Charles como se fosse uma bagagem inconveniente. É o ponto de partida para uma sucessão de mal-entendidos que só Only Murders in the Building sabe entregar.
Charles, por sua vez, continua um passo além da sanidade. Ouve a voz de Nicky, conversa com o morto e, claro, entra em crise. Só que até nos detalhes mais macabros a série encontra pistas: enquanto o corpo decompõe, a gardênia no terno de Nicky permanece intacta. Sob as unhas, uma mancha verde denuncia as mesas do cassino clandestino. A conexão é clara: Nicky esteve no mesmo lugar que o misterioso “dono do dedo”.

Mabel decide improvisar uma autópsia, sem sucesso em amarrar as peças, mas com entusiasmo quase suspeito. Oliver se martiriza por se sentir um Narciso, mas juntos descobrem: Nicky morreu quatro dias antes, mas foi mantido em um freezer até ser estrategicamente depositado na lavanderia. O problema? Charles fica encarregado de devolver o corpo — uma missão complexa quando o fantasma não para de conversar com ele.
Enquanto isso, Oliver corre atrás do livro de registros de Lester, agora nas mãos de Randall. Entre páginas codificadas em nomes de pássaros, surge um detalhe crucial: o cassino opera aos sábados à meia-noite. O trio precisa se infiltrar. E não é só isso: há pistas esquecidas. Lester morreu com a manivela do elevador, e um morador já havia reclamado de um barulho estranho. Ninguém deu bola. Eu dei.
Mabel tem ainda outra distração: reencontra Althea (Beanie Feldstein), amiga de infância agora convertida em superstar da era TikTok, que insiste em se chamar apenas “The”. Para piorar, ela acaba de se mudar para a cobertura do Arconia, despertando ciúmes e inseguranças que Mabel tenta esconder — sem muito sucesso.
Na lavanderia, policiais corruptos “descobrem” o corpo de Nicky, comentando que receberam ordens para incriminar a família Caputto. Mais fumaça, menos fogo? O livro de Lester sugere outra coisa.

E, no fim da noite, o trio chega ao cassino, apenas para encontrá-lo vazio. Quase. Três figuras surgem: Bash Steed (Christoph Waltz), magnata de tecnologia; Jay Pflug (Logan Lerman), herdeiro de império farmacêutico; e Camilla White (Renée Zellweger), princesa do mercado imobiliário. CEOs — os mafiosos do século 21, como a narração de Oliver ironiza. Certamente parecem mais perigosos do que a família de Nicky.
Todos reparam em Jay. Ele está sem um dedo. Seria ele o dono do pedaço guardado no congelador de Charles? Pergunta lançada. Resposta? Em breve.
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