Livro revela como Andor reinventou o universo de Star Wars

Um dos maiores méritos de Andor foi provar que uma grande história de Star Wars não precisa viver da nostalgia. Ao longo de duas temporadas, a série praticamente deixou de lado Jedi, Sith, sabres de luz e até a Força para construir um drama político maduro sobre autoritarismo, espionagem, resistência e sacrifício.

Acompanhando a transformação de Cassian Andor (Diego Luna), de pequeno criminoso a um dos principais nomes da Rebelião, a produção criada por Tony Gilroy mostrou que o universo imaginado por George Lucas ainda é capaz de contar histórias inéditas, complexas e profundamente humanas. Não por acaso, muitos críticos consideram Andor não apenas uma das melhores produções de Star Wars, mas uma das séries mais elogiadas da televisão nos últimos anos.

Agora, os bastidores desse trabalho ganham um registro definitivo com The Art of Star Wars: Andor (The Complete Series), livro que chega às livrarias em 30 de junho. Publicada pela Abrams e escrita por Phil Szostak, gerente de arte criativa da Lucasfilm, a edição reúne 288 páginas e cerca de 500 ilustrações inéditas, revelando como nasceu a identidade visual dos 24 episódios da série.

O volume apresenta artes conceituais, estudos de cenários, figurinos, criaturas, adereços, efeitos visuais e o desenvolvimento de alguns dos ambientes mais marcantes da produção, como Ferrix, Aldhani, Narkina 5, Ghorman, Mina-Rau, Kenari e Yavin 4. Também mostra a criação dos uniformes do Departamento de Segurança Imperial, dos veículos, das naves e até das icônicas celas da prisão de Narkina 5.

Além do rico material visual, o livro traz entrevistas com Diego Luna e textos assinados por Tony Gilroy — responsável pelo prefácio — e Dan Gilroy, autor do posfácio, além de depoimentos dos artistas da Lucasfilm que ajudaram a transformar Andor em uma das produções visualmente mais sofisticadas de toda a franquia.

Mais do que revelar como cada cenário foi construído, a publicação ajuda a entender por que Andor causou tanto impacto. Em vez do espetáculo tradicional de Star Wars, a série apostou em ambientes que pareciam reais, figurinos desgastados pelo uso, disputas políticas inspiradas no mundo contemporâneo e uma visão cotidiana da opressão exercida pelo Império. O resultado foi uma ficção científica que, em muitos momentos, se aproximava mais de um thriller político ou de uma distopia à la George Orwell do que da aventura espacial que marcou a saga desde 1977.


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