Lioness Op: O que aconteceu no primeiro episódio da 3ª temporada?

O primeiro episódio da terceira temporada de Operação Lioness começa praticamente pelo fim, ou pelo menos por um momento que acontecerá seis meses depois da missão que acompanhamos ao longo do capítulo. Joe parece finalmente ter conquistado alguma normalidade: trabalha em horário comercial, toma café com Neal e as filhas e, pela primeira vez em muito tempo, parece estar realmente presente na vida da família. Naturalmente, em Lioness, qualquer sensação de paz dura pouco.

Assim que sai para trabalhar, Joe tem o carro cercado, é atacada e arrastada por homens armados. Ela ainda consegue avisar Kaitlyn de que foi “blackjacked”, um código para dizer que está sendo capturada, mas não há tempo para qualquer reação. A sequência termina sem explicar quem são os homens, para onde estão levando Joe ou como conseguiram descobrir sua rotina. A temporada, portanto, já nos mostra onde pretende chegar: alguém sabe quem Joe é, onde ela mora e como alcançá-la.

Em seguida, a narrativa volta seis meses no tempo, quando tudo aparentemente começou.

A missão para capturar Aleksi Yurimov

Joe, temporariamente trabalhando dentro da CIA e tentando se manter afastada das operações de campo, encontra secretamente uma agente da inteligência ucraniana infiltrada no SVR, o serviço de inteligência exterior da Rússia. É ela quem revela a localização de Aleksi Yurimov, chefe de uma divisão russa de operações especiais e um homem descrito como uma espécie de “martelo de Putin”.

A Ucrânia não quer simplesmente assassiná-lo porque a morte de Yurimov poderia provocar uma retaliação russa ainda mais violenta. A proposta é mais arriscada: os americanos devem entrar no território de guerra, capturá-lo vivo e retirá-lo do país sem deixar evidente que a informação partiu dos ucranianos. Em outras palavras, querem retirar uma peça fundamental do tabuleiro sem assumir oficialmente a responsabilidade pelo movimento.

Joe recebe um pen drive com as informações necessárias e o contato de alguém identificado apenas como Honeypot. Como os dados têm prazo curto de validade, a CIA precisa organizar a operação imediatamente, embora ninguém pareça saber exatamente até que ponto a informante é confiável. Esse detalhe é importante porque Lioness constrói desde o início a sensação de que a missão talvez não seja apenas aquilo que parece. Yurimov pode ser o alvo, mas Joe e a CIA também podem estar sendo conduzidos para uma armadilha.

Por que Joe precisa voltar ao campo?

A unidade militar sabe onde Yurimov está e consegue rastrear um dispositivo implantado nele, mas não possui as informações visuais necessárias para confirmar sua identidade. Joe é a pessoa encarregada de reconhecer o homem e garantir que a equipe não atravesse uma zona de guerra para capturar o russo errado.

Sua presença, portanto, não é apenas uma escolha dramática da série para colocar Zoe Saldaña novamente no centro da ação. Joe é parte essencial da operação, embora esteja tentando reconstruir a vida familiar e tenha prometido a Neal que permaneceria longe daquele tipo de missão.

A equipe Lioness quer acompanhá-la, mas a resposta dos militares é direta: os agentes de Joe não estão preparados para o tipo de guerra travada naquele território. Não se trata de uma infiltração silenciosa, de uma identidade falsa ou de um alvo observado durante meses. É uma guerra de trincheiras, túneis, drones, fumaça e ataques quase constantes. Cruz consegue autorização para participar porque tem treinamento militar e experiência suficiente, enquanto o restante da equipe precisa permanecer para trás.

Uma guerra antiga com armas modernas

Grande parte do episódio acompanha Joe e Cruz ao lado da unidade comandada por Cody Spears no front de Donetsk. A sequência é longa, violenta e deliberadamente sufocante porque mostra uma guerra que parece pertencer simultaneamente a dois tempos diferentes. Os soldados avançam por trincheiras que lembram a Primeira Guerra Mundial, mas precisam olhar para o céu o tempo inteiro porque drones conseguem localizar, perseguir e matar uma pessoa em segundos.

A fumaça é usada para bloquear a visão aérea, cães militares entram nos túneis antes dos soldados e qualquer movimento pode revelar a posição do grupo. Joe, acostumada a operações perigosas, parece deslocada em uma batalha na qual não há realmente como controlar todas as variáveis. Ali, coragem e experiência continuam sendo importantes, mas um pequeno aparelho no céu pode tornar tudo inútil.

A equipe consegue invadir o complexo, enfrentar os homens que protegem Yurimov e capturá-lo vivo. Um dos cães militares morre durante a operação, e o episódio faz questão de mostrar que a retirada de um único homem exigiu soldados, equipamentos e riscos desproporcionais.

Depois da captura, os americanos removem do braço de Yurimov o dispositivo usado para rastreá-lo, tentando impedir que os russos acompanhem a fuga. Tecnicamente, a missão é um sucesso. Joe, porém, não consegue aceitar com facilidade o custo da operação e começa a questionar se aquele homem realmente vale tudo o que foi sacrificado para capturá-lo.

É possível que a CIA ainda não tenha contado a ela toda a verdade sobre Yurimov. Também é possível que o verdadeiro valor do prisioneiro não esteja naquilo que ele fez, mas naquilo que sabe.

Joe foi descoberta

Quando finalmente retorna aos Estados Unidos, Joe chega tarde em casa e encontra Neal e as filhas dormindo. A aparente tranquilidade é interrompida quando dois homens aparecem na porta dizendo ser policiais estaduais e pedem que ela saia.

Joe imediatamente percebe que alguma coisa está errada. Ela exige identificação, observa o comportamento dos homens e escuta um deles deixar escapar um sotaque que não combina com a história apresentada. Quando os falsos policiais tentam entrar à força, Joe reage e mata os dois.

Ao pedir que o FBI seja enviado para sua casa, ela usa a frase que resume o verdadeiro problema da temporada: “I’m blown”. Sua identidade foi descoberta. A cobertura acabou.

Neal surge logo depois e encontra dois cadáveres diante da própria casa, justamente quando acreditava que a família poderia voltar a viver normalmente. O perigo que antes acompanhava Joe em outros países agora chegou à porta de suas filhas.

São dois ataques diferentes

A montagem pode causar alguma confusão, mas o ataque que encerra o episódio não é o mesmo sequestro mostrado na abertura. No final do capítulo, seis meses antes, dois homens tentam invadir a casa de Joe fingindo ser policiais, mas ela consegue matá-los. Na primeira cena, já no futuro, um grupo muito mais organizado cerca seu carro e consegue capturá-la.

O ataque em casa é, portanto, o primeiro sinal de que a identidade de Joe foi revelada. Durante os seis meses seguintes, ela aparentemente continuará trabalhando e tentando descobrir quem a entregou, mas seus inimigos também continuarão observando seus movimentos até encontrarem uma oportunidade melhor.

A principal pergunta da temporada não é apenas o que Yurimov sabe ou por que os americanos precisavam capturá-lo vivo. O mistério é como uma missão ultrassecreta na Ucrânia que levou alguém até a casa de Joe. A informante ucraniana pode ter usado a CIA, Yurimov pode ter sido deliberadamente oferecido aos americanos ou o vazamento pode estar dentro da própria agência.

O título do episódio, “The Spider and the Fly”, reforça justamente essa dúvida. A CIA acredita ter retirado uma peça importante do tabuleiro de Putin, mas talvez Joe tenha entrado em uma teia sem perceber. A abertura confirma que, seis meses depois, a aranha finalmente conseguirá alcançá-la.


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