Tina Turner, a musa eterna

O texto abaixo foi escrito em CLAUDIA, para celebrar os 80 anos de Tina Turner, em 26 de novembro de 2019. Com 24h de atraso, minha homenagem à musa é o resgate da matéria.

“Sim, eu tenho 80 anos”, disse Tina Turner em um vídeo postado no Youtube, hoje (26). “Como achei que ia estar aos 80? Não como estou. E como estou?

Bom, eu estou linda, eu enfrentei algumas doenças sérias que estou vencendo. É sobre ter uma segunda chance na vida. Eu sou feliz por ser uma mulher de 80 anos”, diz Tina.

Nascida Anna Mae Bullock, Tina foi descoberta ainda adolescente pelo primeiro marido, o guitarrista Ike Turner. Se destacou rapidamente nos palcos com sua energia e voz rouca e o casal foi referência musical nos anos 70. Mas a vida matrimonial foi marcada por abusos físicos e psicológicos. Tina literalmente fugiu do ex-marido (com apenas 36 centavos no bolso) para poder sobreviver.

“Não quero necessariamente ser uma pessoa ‘forte’. Tive uma vida terrível. Apenas continuei. Continua-se e espera-se que algo aconteça… E [essa vida que esperava] chegou,” disse em uma entrevista em 2019 ao New York Times.

Ela se mudou para Europa e ressurgiu nos anos 80 como artista solo, com vários hits e momentos históricos, como o que cantou “The best” para Ayrton Senna, em 1993, quando ele venceu o GP de Adelaide, Austrália.

Definitivamente uma diva, ela colecionou Grammys e sucessos até decidir se aposentar há 10 anos. Abriu mão da cidadania americana e vive na Suíça, com seu segundo marido, o executivo alemão Erwin Back, 17 anos mais novo. Nem pensa em voltar aos palcos.

Em 1986 lançou a primeira autobiografia, “Eu, Tina” e no ano passado a cantora lançou, My Love Story, onde revelou que sofreu um infarto em 2013 e que foi diagnosticada com câncer intestinal em 2016.

Para piorar, precisou de uma doação de rim no ano seguinte. Seu marido foi o doador. “Eu sei que minha aventura médica está longe do fim, mas ainda estou aqui. Estamos aqui, mais próximos do que jamais imaginei. Eu posso olhar para trás e entender porque meu karma foi do jeito que foi. O bom nasceu do ruim. A felicidade saiu da dor. E nunca fui tão completamente feliz como sou hoje”, escreveu. 

No livro, Tina também confessa que apesar de ter sido considerada símbolo sexual, não foi uma mulher de muitas relações.

“Não ria, mas sempre ficava nervosa sobre começar um  relacionamento com um novo namorado porque não sabia como ia lidar com a minha peruca!”, brincou.

Felicidades, Tina!

Mais textos publicados em CLAUDIA, incluindo minha coluna semanal, aqui.

Tina Turner com Ayrton Senna, em 1993

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