As lamúrias de Ghislaine Maxwell atrás das grades

Depois de pelo menos um ano “desaparecida”, a empresária Ghislaine Maxwell está presa há quatro meses, aguardando julgamento (marcado para julho de 2021). Insistindo em inocência, mesmo com um fortíssimo dossiê de documentos, vídeos, fotos e testemunhos contra ela, a equipe de defesa de Ghislaine mantém a estratégia de “cuidados excessivos” como um dos argumentos para relaxar a forte segurança sob a qual ela está vivendo.

Segundo as advogadas, Ghislaine não consegue dormir porque é acordada de 15 em 15 minutos com a luz de uma lanterna em seu rosto. É a checagem de que ela não terá o mesmo destino de Jeffrey Epstein, seu ex-namorado e sócio, que foi encontrado morto na cela após um (suposto) suicídio.

“Ela está super controlada em condições mais restritivas que as outras presas em qualquer outro setor, mesmo indivíduos acusados de terrorismo e assassinato”, diz a carta da Defesa de Ghislaine.

A carta, ressaltando novamente as restrições impostas à empresária, é uma resposta à promotoria, que entrou com um documento no processo alegando que Ghislaine poderia estar com Covid-19 depois de ter sido exposta ao vírus no presídio, através de uma guarda, e foi colocada de quarentena. Segundo o documento, o teste deu negativo, mas Ghislaine recebeu um tratamento mais favorável do que outras presas. A advogada de Ghislaine, Bobbi Sternheim, insiste que é justamente o caso oposto. Segundo ela, a empresário foi submetida forçosamente ao teste nasal – o mais desconfortável, porém eficaz – duas vezes senão seria punida com mais de 20 dias de isolamento. No entanto os resultados nunca foram comunicados.

“A senhorita Maxwell foi obrigada retirar a máscara para teste bucal, aumentando sua exposição ao vírus”, alega a advogada que cita que nem sabonete ou escovas de dentes foram fornecidas para Ghislaine.

Há poucas semanas, o testemunho de um ex-funcionário de Epstein na casa de Miami, John Alessi, veio à tona. Ele disse ter visto Ghislaine tirando fotos das jovens menores de idade quando elas estavam fazendo topless na casa. “Ela era muito ávida com as fotografias. Ela tinha essa câmera high-tech e esta constantemente fotografando”, disse Alessi em depoimento. As fotos, segundo ele, eram guardadas em um álbum que ele encontrou durante uma faxina.

O depoimento de Alessi, tomado há quatro anos, no processo de difamação entre Virginia Giuffre e Ghislaine Maxwell.

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