O sonho acabou no dia 8 de dezembro de 1980

The Beatles anunciaram o fim da banda em abril de 1970. O impacto mundial foi imenso. Porém, os quatro membros – Paul, John, George e Ringo – estavam vivos, seguindo suas vidas portanto havia esperança de que, um dia, quem sabe?, eles voltariam a tocar juntos.

Um tiro disparado por um fã, pouco antes das 23h, no dia 8 de dezembro de 1980 acabou com o sonho. Poucos meses depois de completar apenas 40 de vida, John Lennon foi assassinado na porta de sua casa, em Nova York.

O absurdo do crime, sem motivação ou provocação “justificada”, até hoje mantém um vazio para os fãs e amigos. Lennon estava ainda no auge, seu ativismo pacifista tomava parte de sua arte e as possibilidades eram imensas. O anúncio de sua morte, para quem testemunhou, foi um dos momentos de comoção mundial do século 20.

Em homenagem ao músico, vários amigos e artistas, ao longo dos anos, escreveram canções em sua homenagem. Paul, George e Ringo, claro, assim como mais à frente seus filhos, Sean e Julian, sem esquecer de Yoko Ono.

Em “Life is Real”, do Queen, lançada logo após a morte de Lennon, Freddie Mercury alude ao hino do ex-Beatle, “Love is Real”, cantando a dor e constatação de que o amigo se foi e não volta mais.

Já em “Empty Garden (Hey Hey Johnny)”, um dos maiores sucessos de Elton John e Bernie Taupin, ele começa com a emocionante frase, What happened here as the New York sunset disappeared? (O que aconteceu enquanto o sol se punha em Nova York), se referindo ao momento em que Mark Chapman atirou em Lennon. Elton, que é padrinho de Sean Ono Lennon, era amigo íntimo do músico e canta com emoção única e tocante.

McCartney compôs várias canções com Lennon, para Lennon e sobre Lennon, mas duas em especial merecem citação. Here Today, escrita após a morte do ex-parceiro, e Dear Friend. “Sou eu conversando com John depois de todas as brigas após a separação dos The Beatles“, McCartney explicou há poucos anos. “Me emociono quando a escuto agora e tenho que controlar as lágrimas”, disse. Segundo o músico, os dois se reconciliaram pouco antes do assassinato de Lennon, o que o alivia imensamente. “Teria sido horrível que ele tivesse sido morto e as coisas estivessem no ponto em que estavam. A canção sou eu estendo a minha mão. É poderosa e simples e foi certamente do coração”, McCartney comentou.

Edge of Seventeen, de Stevie Nicks é sobre a reação e luto do namorado dela quando soube da morte de Lennon. Jimmy Iovine trabalhava com Lennon (inclusive no album inacabado) e era amigo pessoal do Beatle. Ficou devastado com a notícia e Stevie escreveu sobre a frustração de perder alguém e não poder ajudar a quem ama. Já Oasis escreveu I’m Outta of Time em 2008 depois de ouvir uma entrevista em que John Lennon conversou com a BBC apenas dois dias antes de morrer. Para os irmãos Ghalagger a dor da falta de tempo na curta vida de Lennon é o que mais pesa.

2020 teria sido um ano de muitos marcos para John Lennon, desde seus 80 anos aos 50 anos da separação dos Beatles. Infelizmente, também se lembram os 40 anos de sua morte. Sua mensagem de paz mundial segue urgente e relevante. Descanse em Paz, John Lennon.

Uma playlist para lembrá-lo.

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