Love Story, 50 anos de um clássico

Os anos 1970s marcaram mudanças em Hollywood, trazendo filmes menos teatrais, com interpretações e atores mais realistas. Love Story foi um deles. Nasceu do desejo de uma atriz ainda no início da carreira, Ali MacGraw, que encantou o maior produtor da época, Robert Evans, e o convenceu a investir em roteiro simples, pequeno que fala apenas da possibilidade das pessoas se amarem como elas são.

Love Story, o filme, foi um fenômeno do estilo Titanic, dominou as bilheterias. Os cinemas contavam com enormes filas para assistir à produção novamente. A história SPOILER ALERT é de um jovem casal que eventualmente será separado pelo câncer. A melosa trilha sonora do francês Francis Lai, vencedora do Oscar, completou o clássico que recebeu nada menos do que sete indicações ao Oscar e fez mais de 130 milhões de dólares nas bilheterias (na época, soma astronômica). O sucesso foi tanto que “salvou” o estúdio, a Paramount.

Inspirado em um conto de Erich Segal, que assinou o roteiro, Love Story tem outra curiosidade. Segal, que estudava na universidade em que a história se passa, dividia quarto com Al Gore (ex-vice presidente americano) e Tommy Lee Jones. Não é à toa que o filme marca a estreia do ator no cinema, em um papel menor.

Ali MacGraw e Ryan O’Neal, dois praticamente desconhecidos, viraram as maiores estrelas da indústria. Curiosamente, nunca namoraram. Por isso, 50 anos depois, continuam amigos. Eles estão na revista Town & Country desse mês, brincando que nenhum dos casamentos dos dois durou tanto quanto a amizade deles. Bom, para Robert Evans, a história de amor verdadeira foi entre ele e Ali, com quem formou um dos casais mais famosos do cinema (até ela se apaixonar por Steve McQueen, mas isso é outra história).

A frase mais famosa do filme, que irrita ao mesmo tempo que encanta gerações, é dita por Ali, “amar é nunca ter que pedir perdão“. Como Rocky Horror Picture Show, é tradição em Harvard reexibir o filme e quando a cena em que ela vai falar começa, a platéia repete a frase aos gritos. A atriz é perseguida por ela, mas encara com bom humor. Diz que não a usaria. “Todos podem errar com quem amamos, mas diria “tente não fazer de novo e tente limpar a ferida. É a verdade!”, disse a atriz.

Se ainda não viu um dos maiores clássicos de Hollywood, ele está disponível em vários streamings, da Netflix à Amazon Prime Video.

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