Inovador, romântico e difícil

Pelas descrições históricas, Ludwig Van Beethoven foi um homem, feio, carrancudo, temperamental e complicado. A surdez, que começou aos 27 anos como consequência de uma febre tifóide, no final da vida já era total. Isso o fez ficar amargo, segundo o próprio músico admitia.

Seu amigo, o escritor Johann Wolfgang von Goethe descreveu o compositor como “uma personalidade totalmente indomável, não completamente errado em achar o mundo detestável, mas dificilmente o tornando mais agradável para si ou para os outros com sua atitude. No entanto, seu estado suscita alguma empatia e compaixão, pois está perdendo a audição, algo que afeta menos a parte musical de sua natureza do que a social. Ele é naturalmente lacônico, e ainda mais devido à sua deficiência.”

Palavras precisas. A música que estava em sua alma ainda nos encanta, séculos depois. Ele deixou cerca de 240 obras, incluindo sinfonias, concertos, quartetos de cordas e outras peças de câmara, assim como lieder e uma ópera.

A Nona sinfonia foi escrita quando ele já não ouvia nenhum som. Beethoven fez questão de reger a estreia, em 7 de maio de 1824, mas não conseguiu escutar nem a execução nem o frenético aplauso que a coroou. Essa imagem está no filme Amada Imortal, com o sempre genial Gary Oldman.

Hoje é seu aniversário de 250 anos. Dia de música clássica em loop.

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