Uma trilha sonora divertida e romântica

No ano do aniversário de 60 anos de Bonequinha de Luxo vamos relembrar vários dos ítens famosos. A trilha sonora, vencedora de um Oscar, inclusive de Melhor Canção, tem que ser obrigatoriamente um dos primeiros. Afinal, que seria do cinema sem Moon River?

Henry Mancini vinha de um grande sucesso com a jazzistica (e brilhante!) trilha sonora para a série de TV, Peter Gunn (que alguns argumentam ter inspirado o tema de James Bond), já com o diretor Blake Edwards.

Descoberto e apadrinhado por Glenn Miller, Henry ainda estava por estourar no cinema. Hoje, autor de tantos clássicos (seria uma LONGA playlist), é difícil imaginar. Mas enfim, a esposa do compositor era amiga do diretor Blake Edwards e apresentou os dois. Queria ser uma mosquinha nesse encontro pois aí nasceu uma parceria que daria vida à Pantera Cor-de-Rosa, Vitor ou Vitória e muitos filmes. Para Bonequinha de Luxo, Henry trouxe sua veia de jazz que fez da icônica festa na casa de Holly Golightly uma das melhores coisas já feitas no cinema. As duas versões de Loose Caboose vão no crescendo dos convidados e não apenas dá vontade de dançar, mas de rir muito.


É Moon River, no entanto, que “faz” o filme. Uma canção romântica e simples, com letras de Johnny Mercer, ela teria sido cortada da versão final se a decisão fosse do estúdio. Foi Audrey Hepburn que bateu o pé e não abriu mão da cena em que canta no violão um dos hinos do cinema. Audrey sempre soube das coisas…

Henry Mancini ensaia com Audrey Hepburn

No filme, Fred se apaixona por Holly ao ouvi-la cantar sobre as almas perdidas que se encontram navegando em um rio. A cena é absolutamente uma das mais famosas da história do cinema.

Além do Oscar, a canção também ganhou dois Grammys. Segundo Henry, Moon River foi escrita para Audrey e Audrey apenas. Nem sempre foi assim, na verdade, reza a lenda que os compositores tinham dúvida da capacidade vocal da atriz e fizeram uma versão para que ela pudesse cantar sem se expor. O plano B seria dublá-la (uma segunda vez, depois de My Fair Lady, um dos traumas de Audrey), mas não foi necessário. Depois de ouvir a atriz ele defendeu que das inúmeras gravações feitas desde então, apenas a dela é perfeita. Palavras do maestro. Quem sou eu para questionar?

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