Emilia Clarke nos passos de Audrey Hepburn

Em março de 2013, Emilia Clarke ainda era uma estrela em ascensão e desconhecida do grande público. Na sua estréia na Broadway, estrelando a montagem de Bonequinha de Luxo, o New York Times a apresentava como ninguém tivesse ouvido falar sobre ela. “Em vez de uma mulher alta, de óculos escuros e vestido preto Givenchy, vemos a pequena Emilia Clarke, mais conhecida pela série da HBO, Game Of Thrones“, diz o artigo, que fala das várias cenas de nudez das primeiras temporadas e ressalta que o papel de Daenerys Targaryen, seu primeiro como profissional, foi uma substituição e “sorte”. Oito anos depois, é curioso comparar como tudo mudou.

Mas há de se compreender. Emilia estava sendo inevitavelmente comparada à sua ídolo, Audrey Hepburn, em um papel que é um dos mais famosos da atriz no cinema. Audrey, como Emilia, não foi a primeira escolha para o papel, nem mesmo pelo próprio autor da história, Truman Capote, que pensava em Marilyn Monroe como Holly Gollightly. Audrey, foi questionada não apenas por ter 13 anos a mais que a personagem na época do filme (mas então até Marilyn seria inadequada) e elegante demais se comparada a uma adolescente interiorana que se prostitui em Nova York. No final das contas, depois de Audrey, é a verdadeira Holly dos livros que não reconhecemos como a “verdadeira”. Mérito da atriz.

Emilia, como já conhecemos, era puro charme e diversão. Ainda não tinha começado a estrelar as comédias românticas que fariam sucesso, Como Eu Era Antes de Você e Uma Segunda Chance Para Amar, portanto Holly Gollightly era um senhor desafio para quem vivia a densa Daenerys Targaryen. Para o diretor, o fato de que ela não era (ainda) uma estrela era seu maior trunfo. “Uma atriz estabelecida teria medo de encarar o fantasma de Audrey [no papel]”, ele avaliou. “Emilia é natural, não a imita”, elogia. Emilia, que é assumidamente fã de carteirinha de Hepburn e do filme, reconheceu que “o que se vê [no filme] é perfeição, não tem como copiar ou imitar”, portanto lidou com calma em relação às inevitáveis comparações. “Não posso fazer muito quanto às pessoas que vem e esperam ver uma Audrey Hepburn. Espero não desapontá-los muito”, disse.

Não apenas o público aprovou como a atuação de Emilia foi extremamente elogiada pelo mesmo New York Times. Nenhuma surpresa para quem a acompanhava em Game of Thrones. E em pensar que na época, ela secretamente lutava com um tumor cerebral que possivelmente poderia custar sua vida. Hoje, uma estrela por si própria, Emilia segue no cinema e nos palcos. Digna da coroa que herdou de Audrey Hepburn.

Uma última curiosidade. Na peça, assim como no filme, Holly canta na escada de emergência, mas, por questões de direitos autorais, não é Moon River (que pena!). Na época, pouco se conhecia o grande talento de Emilia como cantora, algo que seis anos depois, no filme Uma Segunda Chance Para Amar, se eternizou. Aqui uma lembrança da grande (cantora), Emilia Clarke.

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