As lições do SAG Awards 2021

Em 2020, o SAG Awards foi uma festa. Aliás, praticamente uma das “últimas” festas porque logo veio o lockdown e nós todos estamos de castigo em casa. Os atrasos e mudanças de calendário, atrasando a festa que sempre acontece em janeiro para abril tinha a esperança de que já estivéssemos “liberados”, mas era uma doce ilusão.

Dessa forma, as premiações estão aprendendo como se manter interessantes mesmo que online. O Golden Globes encarou algumas falhas técnicas. Daniel Kaluuya, por exemplo, teve uma parte de seu discurso de vitória em mute, não se sabe por erro de operação ou má conexão, mas foi feio. A festa foi meio no palco e meio na casa das pessoas, as apresentadoras sem muita utilidade porque não foram usadas “online”… não foi horrível, mas ficou com uma sensação de insegurança no ar. O SAG Awards 2021 seguiu mais a linha dos Grammys: tudo foi pré-gravado. Resultado? Como uma reunião gratuita de zoom, levou 45 minutos entre início e fim. Onde resta a pergunta por que então essas festas levam em média de 3 a 3h30 todo ano quando vão ao ar linearmente?

Okay, 45 minutos passaram até rápido demais, mas foi muito bom também. Sem blá blá blá de apresentadores e até os discursos de vitória foram precisos. A única realmente surpreendida da noite, Yun-Jung Youn, vencedora de Melhor Atriz Coadjuvante por Minari foi muito doce em se atrapalhar no seu inglês. Ela é a primeira mulher vencedora de um SAG no cinema por um filme não falado em inglês e já desponta como séria ameaça a Maria Bakalova. E mesmo ela foi concisa.

O “tapete vermelho” também ficou muito mais interessante com as entradas virtuais, com elencos podendo falar sem serem empurrados ou interrompidos caso alguém mais famoso aparecesse. Eu adoro ver as cafonices e acertos, mas não desgostei das alternativas apresentadas.

Em termos de atores, o SAG Awards já “definiu” o Oscar e o Emmy, com poucas chances de mudar. Na TV, será o ano de The Crown como Melhor série Drama, Ator, Atriz e Atriz coadjuvante, com o trio Gillian Anderson, Josh O’Connor e Emma Corrin sendo reconhecidos. Gillian ganhou de Emma no SAG, mas no Emmy estarão em categorias separadas. Josh perdeu para Jason Bateman em Ozark, mas ainda aposto na sua virada quando chegar setembro.

Já o Oscar, que acontece em três semanas e com os mesmos votantes, sinaliza que as duas únicas categorias com incerteza – as de Atriz e Atriz Coadjuvante – têm suas preferidas: Viola Davis e Yun-Jung Youn. Viola vem ganhando fôlego da preferência bem na época em que os votos se definem, diria que será a primeira atriz negra a receber dois Oscar. Merecida. Estou na torcida.

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