A poeira e o sonho: Dreamland

Quando foi confirmado que Margot Robbie produziria o filme Dreamland, havia uma grande expectativa. Afinal, o diretor Miles Joris-Peyrafitte, vencedor do Prêmio Especial do Júri de Drama no Festival de Sundance de 2016, pelo filme As You Are. No entanto, o resultado dessa parceria é fraco.

O roteiro de Nicolaas Zwart é ambientado nos anos 1930s, em plena devastação do Dust Bowl, um dos piores desastres ecológicos do século XX. Uma espécie de Bonnie e Clyde e filme de amadurecimento, não chega efetivamente em lugar nenhum, engolido pela mesma nuvem de poeira que devasta o Texas.

A trama segue um rapaz de 15 anos (Finn Cole, o Michael Gray de Peaky Blinders) que decide procurar e capturar uma ladra de bancos (Margot Robbie). Ele quer receber a recompensa para ajudar a família em risco de falência. Ele encontra a fugitiva muito antes do FBI e da polícia local (que é representada pelo padrasto, interpretado por Travis Fimmell, de Vikings), mas, claro, se apaixona por ela.

Há um problema essencial que é, apesar do talento do elenco, não se separam das personagens que os marcaram. Margot Robbie está perigosamente usando as inflexões de voz e olhos arregalados da Arlequina. Finn Cole, até por estar nos mesmos anos 30 de Peaky Blinders só falta a boina e Travis Fimmell, que gravou o filme após ter deixado Vikings ainda tem a doçura e trejeitos de olhares de Ragnar Lothbrok. Sem o match do elenco, o filme se arrasta com uma proposta confusa, uma narração inútil e uma conclusão previsível. Não vale a pena.

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