O trauma de 1994, a visão de Roberto Baggio sobre aquele pênalti

Felicidade de milhões, tristeza de outros milhões. A Copa de 1994 é muito forte para minha geração, que vivia com a fama da seleção brasileira e ansiava para ver um título de Copa do Mundo. Para nós, o penâlti perdido por Roberto Baggio na final foi um alívio, uma imagem de felicidade.

E para ele?

Desgraça, humilhação e dor. A superação de uma falha tão marcante na carreira de um artilheiro adorado na Itália e no mundo é o foco da história do filme O Divino Baggio, da Netflix.

Produzido pelo próprio jogador, o filme não vai despertar pena nos brasileiros. Assim como Pelé antes dele, Baggio vivia com uma promessa feita ao pai de trazer um título da Copa do Mundo. Mais ainda, tinha prometido “vingar” justamente a final de 1970, que fez de Pelé o Rei do Futebol. A falha – inaceitável para italianos – é recontada sem poupar ao jogador suas falhas.

O filme “falha” em passar batido pela carreira do jogador e ficar centrado na copa de 1994 e a tristeza de ter sido cortado na copa de 2002. Baggio foi muito importante como jogador, fica quase superficial reduzi-lo a essa lembrança. Há muitas glórias dele no campo que mereciam ter sido lembradas. Ainda assim, é bonito ver a história – para nós feliz – sob ótica oposta.

(E aviso: dá saudade de ver Bebeto e Romário em campo!)

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