A importância de Josephine Baker no Panteão francês

Essa semana foi anunciado que os restos mortais da estrela Josephine Baker, enterrada na França (onde ficou famosa) seriam transportados para o Panteão, fazendo dela a primeira mulher negra com tal homenagem.

O Panthéon ou Panteão é o momumento em Paris que, desde 1791, é o mausoléu dos maiores cidadãos franceses, como o escritor Victor Hugo. São 80 pessoas (75 homens e 5 mulheres, incluindo Josephine).

Nascida nos Estados Unidos, em 1906, Josephine se mudou para a França ainda jovem e lutou pela Resistência Francesa durante a Guerra, além de liderar movimentos pelos Direitos Civis.

Josephine foi uma revolucionária em tudo. Foi a primeira atriz negra a estrelar um filme, em 1927 e como dançarina, foi um grande sucesso no Folies Bergère, especialmente por conta da ousadia de seus figurinos reveladores. Ela é um dos símbolos da Era do Jazz e dos anos 1930s.

A Venus Negra abriu mão de sua cidadania americana quando se casou com um empresário francês, em 1937. Heroína, popular, polêmica e brilhante, ela faleceu em 1975, depois de sofrer um AVC.

A homenagem no Panteão é mais do que merecida para essa lenda da música e do cinema.

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