A diversidade em pauta em The Morning Show

Uma das intenções mais claras de The Morning Show é a de incomodar. O episódio dessa semana, além de se manter na tecla contra o cancelamento, aborda a questão da inclusão no mercado de trabalho. Como minorias são usadas ou usam causas para seu objetivo. Temos a millenial oriental que não se sente respeitada ou escutada. Os negros by passados, o latino que fala a coisa errada no ar. Como um twit pode gerar um pedido de desculpas e como é que se pede desculpas hoje em dia. Como é ser gestor e tentar ser a mesma pessoa que antes. Como é ser gay em um universo conservador. E como é seguir a vida depois de ter sido destruído. A única que ainda não demonstra a razão para tanta raiva é Alex, no mais, não sobra para ninguém.

O gênio e a ambição de Bradley

O gênio intempestivo de Bradley foi o que a levou à bancada do The Morning Show, mas, enquanto antes ela dizia que desprezava fama e poder, agora busca se manter onde está. Seu relacionamento com Laura Peterson (Juliana Marguiles) pode ser um atalho ou o segredo de tanta agressividade. Bradley não se vê ou aceita como gay, mas considerou usar a preferência sexual para avançar na carreira. Certamente haverá um conflito maior com Corey, que a observa e adora de longe.

De alguma forma ela já se ajustou à sombra de Alex. O conflito entre as duas âncoras está meio que de escanteio com todos os outros dramas. Mas Bradley segue sendo um enigma, por vezes bem intencionada, mas cada vez menos.

Pedir desculpas não é suficiente

Qualquer coisa ofende, especialmente se baseada em conceitos ou princípios de gerações anteriores. Um comentário negativo em rede social pode custar uma carreira e certamente demanda um pedido de desculpas, mesmo que não seja “sincero”. Porém, pedir desculpas não é suficiente se não há completa humilhação (segundo preceitos pré-milleniais) e a série aborda que não apenas alguns ofendem sem saber ou entender, como a falta de compreensão não se traduz na emenda. No caso da série, homens héteros e mais velhos como Mitch e Yanko são as piores vítimas.

Daniel é o que mais vem sofrendo na emissora. Ele abriu mão de uma carreira em outro canal quando Alex disse que ele apresentaria com ela. Hoje é um repórter com menos e menos tempo no ar e ele acredita que a razão é racismo e preconceito. Aparentemente tem a ver com falta de carisma e para tentar provar sua originalidade, passa vergonha no ar. O futuro para ele não parece promissor.

A ascensão de Cory e o risco de queda. Mitch e a COVID-19

Corey e Jessica estão cada dia mais distantes e dissonantes. Eles brigam sobre as decisões de equipe à estratégia comercial, e Corey está cada vez mais isolado. Stella consegue entregar o que ele quer, mas ela cada dia mais só vê alternativa de fazer o que acha que deve ser feito, sem ele.

Enquanto isso, se Mitch achava que na Itália teria paz, se enganou. Ao ajudar uma documentarista, ele se expôs ao novo coronavírus e terminamos o episódio com o ex-âncora possivelmente infectado. A ver se dará a volta por cima!

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