Ted Lasso inverte a pirâmide e nos surpreende mais uma vez

É isso. A segunda temporada de Ted Lasso chegou ao fim amarrando as tramas que foram lançadas na nova etapa da vida das personagens, que agora se prepararam para a terceira e última fase da série. Isso mesmo, desde o início Jason Sudeikis avisou que era uma história de três capítulos, a ver se muda de idéia.

O post de hoje será 100% com spoilers. Se ainda não viu, volte amanhã. (Mas volte!)

Como criamos nossos antagonistas

A grande novidade da temporada foi acompanhar a destruição da alma de uma pessoa doce e submissa como Nate em um homem arrogante, narcisista, inseguro e mau caráter. É a inversão da pirâmide do sucesso que dá nome ao episódio.

Estava óbvio para nós a jogada de Rupert contra Rebecca, que ficou mais doce e perdeu o foco de sua mágoa. Estava gritando na nossa frente que ele compraria outro time e que levaria Nate com ele. Porque Nate, como já mencionei antes, está “certo”. Sem ele, Ted não teria tido nenhuma vitória porque até o momento não parece entender de futebol. Ou se importar. Por outro lado, Nate – e ninguém mais – desconfia da tragédia pessoal que levou a Ted ser como é, agir como age e se torna ainda mais frustrante ver o técnico ser duramente julgado pela aparência, quando por dentro não é o que os outros vêem. Já Nate é transparente e simples, comparativamente. Sofre racismo, tem um pai que destruiu sua auto-estima e ele não quer apenas reconhecimento, quer popularidade. E não tem personalidade para isso. Nate só olha a grama mais verde do vizinho. Rupert é literalmente o Iago, sussurrando em seu ouvido e plantando a semente do ciúme. Ciúme é uma doença sem volta e fatal. A relação de Nate e Ted jamais será a mesma, mesmo que um dia se entendam.

Portanto nos despedimos de um Nate sombrio, magoado e com o firme propósito de destruir Ted Lasso e o Richmond FC, algo que Rupert compartilha. Mais uma vez, a série foi brilhante em nos fazer acompanhar essa queda no vazio porque entendemos todas as motivações de Nate, só lamentamos que ele tenha perdido a fé, um símbolo claro quando ele deixa o cartaz de “believe” rasgado na mesa de Ted. O desafio foi lançado.

Casais em crise, amizades novas

Sam e Rebecca seguem em aberto. O jogador fez seu ataque ao decidir pelo coração em vez de uma carreira milionária. Falta agora a decisão dela.

Já Keeley e Roy estão em um impasse que acontece, mas é vazio. Se amam, mas não sabem se têm futuro. Keeley está se descobrindo uma empresária de sucesso e essa é sua paixão. Roy, mais vivido, já avistou o fim, mas os dois ainda terminaram “juntos”, porém mais separados do que qualquer outro. Assim como coach Beard, que não sai do iôIô com sua namorada bipolar.

A mudança de Jaime Tart, inversa à de Nate, é que ficou mais solta nessa temporada. A docilidade é uma novidade, mas tudo que ele quer – aparentemente – é a aprovação e carinho de Roy. Fica incerto o caminho de Jaime nessa jornada.

E agora temos que esperar um ano para ver o confronto. Ted, involuntariamente, criou um monstro que sabe de suas falhas como técnico e – sem Nate – terá que provar que é mais do que uma grande pessoa, é de fato um grande técnico. E ainda não vimos essa parte…

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