Hawkeye avalia as consequências das escolhas de um super-herói

Desde que começou, a série Gavião Arqueiro (Hawkeye), vem batendo na tecla de quanto Clint Barton é desconhecido dos fãs dos Vingadores. Por outro lado, como ele diz, boa parte do trabalho sujo (ou seja, assassinatos) sobrava para ele, por isso não era conveniente que ele estivesse entre os mais famosos. E se tem um ator que trabalha bem essa dualidade, esse ator é Jeremy Renner.

Do grupo, além de ter as maiores consequências físicas de ações incríveis (como a surdez depois de tantas explosões), Hawkeye é também o homem de família, a consciência e a mão amiga em tempos difíceis. Ele abraçou os Vingadores quando estavam mal (dando literalmente, abrigo), e sempre lidou com realismo e tristeza que seu trabalho fosse matar pessoas e outros seres, mesmo que maus. Claro, depois disso tudo, surtou quando perdeu tudo que amava (sua família) e, sem aparente futuro, encarnou o sangrento Ronin. Natasha o salva, ele ajuda a salvar o planeta (de novo) e perde sua melhor amiga no processo. De todas as perdas, ele não conseguiu evitar o sacrifício da Viúva Negra.

Gavião Arqueiro é o elo entre Falcão e o Soldado Universal, Viúva Negra, O Demolidor (Daredevil) os Avengers, incluindo até um pouco de Loki se lembrarmos que Clint foi um dos primeiros a sofrer com os truques do irmão do Thor. Nessa costura, a princípio pode parecer a série “mais fraca” ou até convencional, mas Falcão e o Soldado Universal “sofreu” de críticas semelhantes e foi incrível. Okay, as lutas eram mais impressionantes, mas o humor de Gavião Arqueiro é bem-vindo.

A amizade-que-beira-amor entre Natasha e Clint é muito bacana e o sacrifício dela pelo parceiro, que tinha perdido toda a família, é um dos momentos mais tristes da franquia, ainda mais porque justamente ela não foi trazida de volta, nem mesmo uma de suas versões no multiuniverso. Com a perspectiva do que seria o destino da Viúva Negra, o longa em que conhecemos sua família, incluindo a irmã, Yelena Belova (Florence Pugh), ficou mais triste também.

Um pausa para o aviso.

Se você estava lendo com atenção, já tinha pescado a grande “surpresa” da série, que é a conexão de Hawkeye e O Demolidor (Daredevil). Muitos já tinham sacado longe a dualidade da mãe de Kate Bishop (Hailee Steinfeld), Eleanor (Vera Farmiga) que é muito mais do que a milionária viúva que parece ser. Ela confronta Clint quase que abertamente e vemos que ela pede ajuda para tirá-lo da vida de sua filha. Dessa forma, a deixa do fim do filme Viúva Negra entra em perspectiva, com Yelena vindo com gosto matar o homem que (ela considera) matou Natasha (Scarlett Johansson).

A entrada de Florence Pugh é uma injeção de energia na série. Sua veia irônica está na medida certa e sua cena com Hailee Steinfeld nos lembra a razão de ambas já terem sido indicadas ao Oscar um dia. Claro, Yelena vai rever sua visão sobre a morte de sua irmã (e vamos combinar, eu mesma tinha achado meio estranho que Natasha não tivesse pensado em Yelena antes de ajudar Clint, mas agora sabemos que seu sacrifício era maior), assim como Echo (Alaqua Cox ). Mas, fica a questão: como Kate vai lidar com a dura realidade de que todos vão querer a cabeça de sua mãe e sua mãe quer matar todos os heróis? Afinal, Eleanor está ligada ao vilão Kingpin (Vincent D’Onnofrio), que é a grande revelação desse episódio. Embora seja o cross mais perfeito do universo Marvel com personagens que estavam fora da Disney, o que mais queremos é ter mais e mais de Yelena. Já garantimos o spin off?

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