O ballet mais difícil de todos: A Bela Adormecida

A Bela Adormecida é um dos balés mais respeitados e produzidos da História da Dança, considerado a obra prima clássica idealizada e coreografada por Marius Petipa, com música de Piotr Ilyitch Tchaikovsky. Tudo nele é grandioso, da música ao cenário e figurinos à dança. É também, considerado o mais difícil de todos, em termos técnicos e de produção e é uma das grandes provas quando uma bailarina passa a ser ballerina, superior tecnicamente às demais.

Petipa vislumbrou contar a história tradicional em 3 atos e um prólogo, com a principal interpretando Aurora aos 16 anos e depois, uma mulher. Há fadas, Malévola aqui é Carabosse (frequentemente interpretada por um homem) e há solos para várias personagens da histórias infantis no casamento do último ato. É doce, é suntuoso e com melodias inesquecíveis.

A colaboração entre Petipa e Tchaikovsky começou com essa obra, com o coreógrafo passando instruções exatas de tempo e barras, só não sugerindo a melodia. Como os críticos comentam, o resultado do trabalho de dois gênios é perfeição e, no caso, A Bela Adormecida.

Estreou em 15 de janeiro de 1890, com efeitos especiais de tirar o fôlego. Petipa estava no auge de sua maturidade artística e aqui criou solos para Aurora de aparência suave e simples, mas de extrema dificuldade de graça, agilidade e, acima de tudo, equiliíbrio.

A primeira vemos Aurora é justamente quando ela dança o conhecido adágio da rosas, no seu aniversário de 16 anos e é cortejada por quatro candidatos a serem seu marido. Eles a presenteiam com rosas. A dificuldade vai crescendo para a solista, que, no final é girada pelos quatro pretendentes sem perder o equíbrio, uma das sequências mais díficeis criadas em um ballet.

Carlotta Brianza foi a Princesa Aurora da estrtéia e a filha do coreógrafo, Marie Petipa, a Fada Lilás. (Lilac Fairy) Ao longo de seus 132 anos, muitas bailarinas passaram pelo teste de Aurora, mas poucas deixaram sua marca tão ligada ao papel como Margot Fonteyn, considerada por muitos a melhor de todas. Várias de suas 20 performaces foram registradas em vídeo.

Foi como Aurora que a jovem Margot estrelou como principal, em1939, uma das primeiras produções fora da Rússia. Foi paixão à primeira montagem. Foi o primeiro balé montado ao fim da Guerra também.

A maneira que Ninette de Vallois conseguiu ter acesso às anotações da produção original é incrível. Nicholas Sergeyev as tinha feito ainda na Rússia, o medo de uma obra sorbre nobreza e fadas fosse queimada durante a Revolução de 1917, escondeu as notas em sua bagagem e foi para o ocidente. Assim chegou ao Royal Ballet.

Foi com A Bela Adormecida também que Margot virou fenômeno nos Estados Unidos. Sua última performance no papel foi em 1972 (em 1986 fez a Rainha Mãe).

Outra bailarina que ficou famosa por sua precisão como Aurora foi a russa Irina Kolpakova, hoje professora no American Ballet Theatre.

A música do ballet, que foi usada no longa da Disney, merece um post à parte. Compare várias Auroras maravilhosas: de Fonteyn aos dias atuais.

Fonteyn

Kopakolva

Marianella Nunez

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