O diamante amaldiçoado da Coroa mais famosa do mundo

A Coroa que George VI usou para subir ao trono, que passou para Elizabeth II e que será a mesma usada para Charles (e, possivelmente, William) tem um dos maiores diamantes do mundo, e, segundo historiadores, uma trágica história que traz vibrações negativas para quem o usa.

A Coroa britânica, com cerca de 2.800 diamantes, contém no centro o Diamante Koh-i-Noor, de 105 carates. A jóia veio da Índia e foi dada de presente para Rainha Vitória, em 1856, pelo sultão da Turquia, em agradecimento ao apoio na Guerra da Criméia. O diamante de mais de 800 anos está posicionado na frente da Coroa, criada especialmente na época que o pai de Elizabeth II subiu ao trono. O nome, Koh-i-Noor, seria “Luz da Montanha” e passou por várias dinastias indianas até chegar ao Reino Unido. Mas se engana quem só vê sua beleza.

“Aquele que tem esse diamante terá o mundo, mas também conhecerá muita infelicidade. Apenas Deus ou uma Mulher podem usá-lo impunemente”, diz o ditado popular que mais parece uma profecia saída de Game of Thrones ou O Senhor dos Anéis.

A troca de mãos que tiveram o Koh-I-Noor ajudaram a jóia a rodar o mundo, mas todos concordam que saiu da Índia pois foi descoberto bem antes de que o Brazil passasse a ser um dos maiores exportadores, no século 18. Segundo consta, foi descoberto em uma mina ainda na dinastia Kakatiya e teria sido primeiro colocado em um templo de Warangal, por volta de 1310. No início do século 14, foi parar nas mãos sujas de sangue de um general que não apenas matou seus inimigos, como saqueou casas e templos no seu caminho. Foi aí que o diamante foi parar na mais alta casta indiana.

Em tempos de batalhas e guerras, o Khon-I-Noor seguiu mudando de donos e passou a ser o objeto de desejo de homens poderosos. Em 1526, passou a ser chamado de “Diamante de Babur” depois que um descendente de Genghis Khan o tomou para si e ficou na sua família por muitas gerações, sendo, finalmente, oficialmente citado em documentos por volta de 1628. Isso porque o diamante foi inserido no trono do rei Shah-Jahan, o mesmo que mandou construir o Taj Mahal. Nessa época, o diamante passou a ter o nome pelo qual é conhecido até hoje.

Em 1739, com a invasão persa, o diamante Khon-I-Noor foi escondido, mas a peça-irmã, Daria-I-Noor, foi confiscada. Mas o imperador Nader Shah não se deu por vencido. Descobriu que o neto dos monarcas vencidos, Muhammad Shah, escondia o diamante em seu turbante. Nader Shah, então, montou uma cerimônia para selar a Paz e – como símbolo de amizade – sugeriu que trocassem de turbantes. Muhammad não pôde negar e assim Nader Shah conseguiu o que queria. Ao ver o diamante teria exclamado “é uma montanha de luz” (Koh -I – Noor) e assim ele passou a ser chamado.

A felicidade durou pouco. Assim que voltou para a Pérsia, Nader Shar foi assassinado e Ahmad Shad Adbali, seu general que se estabeleceu no Afeganistão, passou a ser o dono do diamante. Lá ficou por longos 70 anos, passando de líder em líder, sempre após eventos sangrentos (incluindo um Rei que cegou o próprio filho e, bem ao modelo Game of Thrones, coroou um inimigo com ouro derretido diretamente em sua cabeça).

Com todas essas batalhas internas, o Império Britânico passou a querer também o diamante, que voltou para a Índia em 1813, e já era visto como um dos maiores símbolos de Poder da época. Mas apenas em 1849 conseguiu fazer com que a peça fosse levada para Inglaterra. Príncipe Albert, marido da Rainha Vitória, mandou fazer um novo corte e o diamante ganhou o tamanho e peso atuais, para dar de presente para a esposa. Porém, poucas semanas depois, faleceu repentinamente, fortalecendo os rumores de ser uma pedra amaldiçoada. Vitória deixou em seu testamento o pedido que apenas mulheres usassem o diamante, para evitar a praga que caía sobre os homens.

E é, justamente esse diamante, que é o principal da Coroa que será usada por Camilla Parker Bowles quando o marido, Príncipe Charles, for coroado. Mesmo com esse relato resumido, eu jogaria essa pedra nos fogos de Mount Doom. A Família Real já tem tanta dor de cabeça! Mas enfim, vai ser impossível esquecer a longa trajetória do diamante quando o virmos novamente. Você teria coragem de usá-lo?

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