Na volta do Lollapalooza, The Strokes ganha destaque e críticas

Há 21 anos que o The Strokes mantém sua assinatura: excelentes melodias, guitarras e batidas aceleradas e a voz única de Julian Casablancas. Embora eficientes, nunca foram inovadores e seu rock pop fez enorme sucesso nos anos 2000s, com a banda ganhando projeção internacional. No entanto, quando os vejo – e já os vi mais de uma vez nos palcos – é como se ainda visse os adolescentes ricos que decidiram formar uma banda e viraram estrelas como seus pais. Nunca levando a fama com a seriedade que outros consideram, sempre blasé entre eles e com o público. Essa é a característica mais esperada da banda e a essa altura os fãs já sabem disso.

Antes da pandemia, The Strokes estava no line-up do Lollapalooza e mantece o compromisso, fechando a primeira noite de São Paulo como a principal atração. Não decepcionou. Julian, que sempre tem a voz e atitudes “alteradas” como se estivesse bêbado, fez suas piadas non-sense. Esqueceu letras, enrolou aqui e ali, mas o som estava perfeito e entrosado. Foi um ótimo show que infelizmente terminou com a triste nota da morte do baterista do Foo Fighters, Taylor Hawkins, que fecharia o festival, mas que foi encontrado morto em seu quarto de hotel em Bogotá. O Lollapalooza 2022 pode ter até ter ajustado a data, mas o 2020 ainda permeia toda energia do evento, com o raio atigindo o avião de Miley Cyrus e ainda muita incerteza no ar.

Mas, voltando ao The Strokes, as redes sociais se dividiram entre considerar o show grandioso ou tedioso, quando com eles as duas coisas são as mesmas. A banda surgiu logo depois do 11 de setembro, lançando seu primeiro álbum exatamente um mês depois do atentando em Nova York, a cidade base deles. Cantavam excessos e os nova iorquinos se apegaram a eles com paixão. No setlist do Lollapalooza, mesclaram sucessos antigos com hits do álbum The New Abnormal, lançado justamente no ano de 2020. Sim, há algo no ar com os álbuns deles. O som continuou competente, com as letras falando de banalidades e tédio. Como letrista, Julian (agora quarentão) não gosta de melodramas ou sentimentalismo, fala de trivialidades direramente. Alguma surpresa de como eles seriam no palco?

1 comentário Adicione o seu

  1. Mônia Nogueira disse:

    Julian Casablancas não é “como se tivesse bêbado” ,ele é alcóolatra ,quase sempre està alterado nos shows !

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