Becoming Elizabeth: quando a (futura) rainha muda de estratégia

Para fãs de História, de História da Monarquia e séries de época, Becoming Elizabeth estabeleceu um novo patamar. De roteiro, de interpretação, de figurino, de fotografia… de conteúdo. E chegou ao fim de sua – primeira – temporada com uma base sólida no caso de ter efetivamente uma continuação. Seria espetacular se sim.

Dito isso, terminamos a história com uma sensação de inconclusão mas condizente com onde chegamos. Começamos com Elizabeth I (Alicia Von Rittberg) ainda menina, deslumbrada com as atenções de Thomas Seymour (Tom Cullen) e carente de amor materno, se apegando à Katherine Parr (Jessica Raine). Tudo muda rapidamente graças à política e ambições das pessoas ao redor dos três herdeiros, Edward IV (Oliver Zetterström), Mary I (Romola Garai) e Elizabeth I. E mérito das roteiristas: mesmo sabendo de cada destino, choramos e nos emocionamos quando acontece. Incrível.

Já falei aqui de Romola Garai e o show que deu na temporada, a série poderia ser Becoming Mary e teríamos apreciado. A proposta de humanizar as relações de fato as contextualiza de outra forma, em especial entre os irmãos. A existência de cada um surgiu pelo capricho do pai dos três e a tristeza de cada uma de suas mães individualmente. A união e cumplicidade entre eles é cativante e crível. Mary, a mais velha, é – à princípio – menos suscetível às manipulações das quais Edward acaba sendo absorvido de cara e acompanhamos como Elizabeth alcançou o seu próprio aprendizado.

Desde o início a união entre Elizabeth e Mary é tênue e terminamos com a rota de colisão desenhada entre elas.” Sempre me pareceu que Mary e Elizabeth realmente tentaram amar uma à outra, mas não conseguiram não de amar uma à outra. Elas tiveram vidas horríveis e fizeram coisas horríveis”, explicou a showrunner, Anya Reiss.



A relação satélite de Jane Grey (Bella Ramsey) também fica com outra perspectiva, de como a pequena menina foi jogada na linha sucessória (ela era sobrinha neta de Henrique VIII) e alvo de desprezo e suspeita das duas princesas desde o início. Talvez sua conclusão, olhando de longe um breve momento de paz entre Mary I (que mais tarde manda executar Jane) e Elizabeth tenha sido um tanto o quanto solto, tendo em vista que a 2ª temporada ainda não se confirmou.

Por outro lado, os arcos dos trágicos irmãos Seymour, em especial com a atuação impressionante de John Heffernan como Sommerset, que nos emociona mesmo que no início tenha parecido ser outra pessoa. E sim, há planos para a continuação. “Nós temos um plano”, confirma Anya. “Edward nem está morto, então temos muita história, muito espaço”.

Na torcida!


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