Senhor dos Anéis: Anéis do Poder avança em slow motion

Na trilogia de Peter Jackson, O Senhor dos Anéis, minha irmã fez um comentário que ficou comigo. “Ele [Peter Jackson] usa muito slow motion. Slow motion fica datado”. Ela tem razão. E, como uma assinatura da história, a série da Amazon Prime Video usa e abusa de slow motion o que enche o tempo e não acrescenta. De fato, o roteiro parece todo em slow motion. Estamos no 4º episódio e finalmente algo efetivamente parece acontecer.

A meta é unir homens, elfos, anões e seres vivos contra Sauron, que está desaparecido, mas nada morto. Sauron ainda é o aprendiz de um bruxo, Morgoth, que trouxe profunda tristeza para Galadriel, ainda sem ter evoluído em alma e querendo pura e sangrenta vingança pela vida de seu irmão.

Como sabemos o futuro, não ajuda. Sabemos que nossos heróis vão falhar, mas ainda não engajamos com eles. São muitos nomes, muitas terras, muito ódio, muito medo e nada muito explicado para quem não é profundo conhecedor da obra de J. R. R. Tolkien.

Visualmente a série é divina, seja em fotografia ou figurinos, mas a química do elenco ainda não deu sinal de vida. A estonteantemente linda atriz sueca, Morfydd Clark é quem lidera o elenco, mas embora lembre Cate Blanchett, não tem o carisma que a australiana usa para papéis tão complicados como o de uma elfa. A Galadriel de Morfydd é muito “humana”, arrogante e agressiva. Não inspira liderança e acaba sendo algumas das cenas mais incômodas. Em uma atuação perfeita, Robert Aramayo mais uma vez se destaca. Ele tem uma ligação com Hugo Weaving. mas nos convence e traz empatia.

Os fãs são convidados a teorizar quem é quem no futuro, por exemplo, Halbrand, interprtado por Charlie Vickers – parecido com Viggo Mortensen – é de fato Sauron ou se é o Witch King. Eu compro a teoria de que ele é o grande vilão pois explicou sua estratégia à Galandriel: fique amigo das pessoas, entenda suas fraquezas as ajude na aparência, mas tenha o comando em silêncio. Exatamente o que ele faz quando cria o anel para controlar todos.

Seja como for, devagarinho, a história começa a se desenhar e a passos de bebê, avançar. Me pegou, finalmente.

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