Há 31 anos o então jovem ator inglês, Ralph Fiennes roubou a cena em A Lista de Schindler e emplacou sua primeira indicação ao Oscar, ainda como coadjuvante. Perdeu para Tommy Lee Jones em O Fugitivo (uma injustiça considerando que Ralph interpretou um monstro nazista e mudou fisicamente para o papel enquanto Tommy Lee Jones ganhou o prêmio por praticamente interpretar ele mesmo), mas virou um astro internacional.

Com apenas 31 anos na época, além de lindo, era um talento elogiado dos palcos ingleses, onde a concorrência sempre foi feroz. Apesar da demanda imediata em Hollywood, o compromisso de Ralph Fiennes com a Arte não o tirou da rota de excelência, mesmo que com alguns tropeços de bilheteria. No palco, o ator cujo nome faz questão de explicar que se pronuncia Reife Fáines, fez sucesso com um Hamlet premiado e outras produções clássicas até estrelar a febre O Paciente Inglês, em 1996 e novamente ser indicado ao Oscar (perdeu para Nicholas Cage).
Embora seja reconhecido como um dos melhores atores de sua geração (uma que inclui Daniel Day Lewis e Gary Oldman, para contextualizar), estranhamente Ralph foi praticamente ignorado pela Academia, sem voltar a ser indicado ao Oscar apesar de grandes atuações em O Jardineiro Fiel e Hotel Budapeste, sem esquecer que como Voldemort ele foi tão apavorante que eu também o teria indicado. Mas sou fã, né?


Pois então, com a temporada de premiações começando em janeiro (as indicações ao Golden Globes e ao Critic’s Choices já saíram), Ralph Fiennes desponta como o grande favorito ao Oscar de Melhor Ator em 2025. Justiça? Claro!
Sua atuação em O Conclave tem sido extremamente elogiada e sua presença na lista dos prêmios tem sido constante. Ganhou como Melhor Ator nos Festivais de Mill Valley e San Diego (foi indicado também em San Sebastian), venceu a National Board of Review e está indicado tanto no Golden Globes como o Critical’s Choice, e será homenageado no Festival de Santa Barbara. Mesmo que ainda se discuta se ele é mesmo o vencedor anunciado ele é certo de ser indicado a tudo, incluindo o Oscar. Sua concorrência maior talvez seja Adrien Brody por O Brutalista e Colman Domingo por Sing Sing.


Conclave é um filme de suspense e mistério dirigido por Edward Berger e baseado no romance de 2016 de Robert Harris que acompanha a tensa eleição do novo Papa, conduzida pelo cardeal Thomas Lawrence (Fiennes) que organiza o conclave papal, mas se vê investigando segredos e escândalos sobre cada candidato.
Elogiar a performance do ator era apenas o esperado, ele jamais deixou de surpreender seja em drama, ação ou comédia. Já estou na torcida!
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