Existe sempre um momento em que o filme deixa de ser apenas narrativa e passa a operar em outro nível. Não é mais sobre o que acontece na tela, mas sobre o que se desloca em quem vê.

Em ANAlista, coluna guiada por uma leitura psicanalítica, os filmes são pensados a partir do que escapa ao enredo: reações, repetições, sintomas e imagens que seguem operando após o fim. O que se fixa não é necessariamente a história, mas aquilo que retorna, que insiste, que não se resolve.
O cinema projeta imagens. Mas também organiza projeções. Nem sempre reconhecemos o que está em jogo, e talvez seja exatamente por isso que certas cenas se fixam, enquanto outras desaparecem.
Porque o que estamos vendo nem sempre é consciente. Ou quase nunca.

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