Dwayne Johnson passa pelo Brasil e faz revelação sobre Moana 3

Como publicado no Blog do Amaury Jr./Splash UOL

Poucas estrelas de Hollywood entendem o poder de uma visita promocional como a de Dwayne Johnson. E, em sua passagem relâmpago pelo Brasil para divulgar o live-action de Moana, o ator conhecido mundialmente como The Rock fez exatamente o que se espera de uma das maiores celebridades do planeta: transformou uma agenda de poucas horas em um evento.

Dwayne desembarcou no Rio de Janeiro nesta semana para a etapa brasileira da turnê mundial de divulgação do novo filme da Disney, que estreia nos cinemas em 10 de julho. Em poucas horas, encontrou jornalistas, participou de entrevistas coletivas, falou sobre futebol, sobre sua família, sobre ancestralidade e ainda encontrou tempo para fazer algo que já se tornou marca registrada de suas viagens: treinar. O ator foi visto em uma academia carioca, atraindo atenção imediata nas redes sociais.

Mas, para além do espetáculo promocional, a passagem pelo Brasil revelou algo mais interessante: talvez nunca tenha ficado tão claro o quanto Moana se tornou um projeto profundamente pessoal para Dwayne Johnson.

Durante a coletiva realizada no Rio, o ator repetiu diversas vezes que não considera Moana apenas um filme.

Moana é mais do que um filme. É cultura. É vida. E, para mim, é o meu avô.”

A frase resume uma relação que já dura uma década. O personagem Maui foi originalmente inspirado em seu avô materno, o lendário lutador e líder samoano High Chief Peter Maivia. E, segundo Johnson, interpretar Maui fisicamente pela primeira vez no live-action permitiu algo que a animação nunca havia proporcionado: incorporar literalmente a memória de sua família e de sua ancestralidade polinésia.

“Meu avô era forte, mas também era um homem que nunca teve medo de chorar na frente da minha mãe ou de mim”, contou. “Ele tinha uma relação muito segura com sua masculinidade.”

Essa ideia da vulnerabilidade masculina apareceu diversas vezes durante a conversa. Para Johnson, a grande descoberta ao interpretar Maui em carne e osso foi perceber que a verdadeira força do personagem não está em seu anzol mágico ou em seus feitos heroicos, mas justamente no momento em que ele se permite ser vulnerável.

“O superpoder de Maui é quando ele finalmente se abre”, afirmou.

O ator revelou ainda que a experiência também o levou a refletir sobre sua própria vida. Filho único, admitiu que passou boa parte da vida reprimindo emoções e que apenas mais tarde compreendeu a importância da vulnerabilidade e da empatia. “Você pode ser honesto e ainda ser gentil”, resumiu.

Outro tema recorrente foi a relação entre identidade e pertencimento. Segundo Johnson, tanto Maui quanto Moana vivem uma jornada que ultrapassa a aventura e se torna uma busca pela própria identidade.

“Todos nós temos uma voz dentro do peito. Precisamos aprender a escutá-la”, disse. Para ele, a maior mensagem do filme continua sendo a mesma que conquistou crianças e adultos há quase dez anos: a coragem de tentar. “O pior que pode acontecer é não funcionar. Mas talvez funcione. Ou talvez te leve a outro caminho ainda melhor.”

A relação de Dwayne com o Brasil também ganhou um momento particularmente simpático quando o assunto passou para a Copa do Mundo. Questionado sobre quem levaria o troféu em 2026, o astro não hesitou: “Brasil, claro.” Ele ainda lembrou que a seleção brasileira continua sendo, independentemente do resultado desta Copa, a maior vencedora da história do futebol. “Ninguém vai alcançar o Brasil”, afirmou, arrancando risos e aplausos dos jornalistas brasileiros presentes.

A passagem pelo país também serviu para falar da estreia de Catherine Laga’aia, a atriz australiana de origem samoana que interpreta Moana. Johnson não poupou elogios à jovem atriz, que tinha apenas 17 anos durante as filmagens. “Ela entrou em um dos papéis mais icônicos da Disney sem nunca ter feito um grande filme antes. Isso exige coragem.”

Pai de três filhas, Dwayne admitiu que passou a enxergar Catherine quase como enxergaria uma das próprias filhas, acompanhando de perto sua evolução durante as filmagens.

E houve ainda uma revelação particularmente emocionante: sua mãe e suas filhas fazem uma breve participação no filme. Segundo ele, a decisão foi tomada porque queria preservar para sempre um momento compartilhado entre gerações da própria família.

“Os nossos entes queridos não estarão aqui para sempre”, explicou. Mas a maior notícia da passagem de Dwayne Johnson pelo Brasil acabou vindo quase por acaso. Questionado sobre a importância de manter Moana viva para novas gerações, o ator confirmou publicamente algo que a Disney ainda não havia anunciado oficialmente: Moana 3 já está sendo discutido.

“Sim”, respondeu, sorrindo. “Nós já conversamos sobre Moana 3.”

Antes da confirmação, no entanto, Johnson fez questão de reforçar algo que repetiu diversas vezes durante sua visita ao Rio: para ele, nenhuma empresa no mundo trata a confiança das famílias com tanto cuidado quanto a Disney, especialmente quando se trata da representação da cultura polinésia.

No fim das contas, a rápida passagem de Dwayne Johnson pelo Brasil serviu para lembrar algo raro em Hollywood contemporânea: algumas franquias ainda são, para certos artistas, mais do que propriedade intelectual.

No caso de Moana, para Dwayne Johnson, trata-se de identidade, memória, ancestralidade e família. E talvez seja justamente por isso que, dez anos depois, ele continue falando sobre Maui como se estivesse falando de si mesmo. O filme estreia nos cinemas brasileiros no dia 8 de julho.


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