Como publicado no Blog do Amaury Jr./Splash UOL
Em tempos de audiência fragmentada, excesso de lançamentos e séries que desaparecem do radar quase tão rápido quanto chegam, dois fenômenos muito diferentes acabam de provar que ainda existe espaço para aquilo que durante décadas chamamos de televisão-evento.
O final da terceira temporada de House of the Dragon alcançou 21 milhões de espectadores nos primeiros três dias, segundo dados divulgados pela Warner Bros. Discovery. Mais de 11 milhões estavam nos Estados Unidos.
É um número ainda mais significativo porque praticamente repete a estreia da temporada, vista por 21,5 milhões de pessoas no mesmo período. Ou seja: apesar das discussões apaixonadas, das críticas, das guerras entre Team Black e Team Green e de uma temporada que dividiu bastante o público, Westeros continua mobilizando multidões.
A terceira temporada está com média de 34 milhões de espectadores por episódio, quase os mesmos 35 milhões registrados no segundo ano. Segundo a HBO, isso coloca House of the Dragon entre as três temporadas de séries recorrentes mais assistidas da história da HBO Max.


Do outro lado do streaming, Ted Lasso voltou depois de três anos e fez algo talvez ainda mais impressionante para a Apple TV.
O primeiro episódio da quarta temporada acumulou 296,6 milhões de minutos assistidos nos Estados Unidos em apenas dois dias, tornando-se a maior estreia já registrada pela plataforma segundo a Nielsen. Superou, portanto, lançamentos de séries como Severance e Pluribus.
Só em 5 de agosto, Ted Lasso ultrapassou 200 milhões de minutos assistidos e foi o programa mais visto no streaming americano naquele dia. Pela estimativa de visualizações, o episódio chegou a cerca de 7,1 milhões de views.
E aqui está talvez o ponto mais interessante. Estamos falando de duas séries praticamente opostas. Uma vive de dragões, guerras, traições e tragédias familiares. A outra construiu seu fenômeno em cima de gentileza, humor, futebol e personagens que o público aprendeu a amar.
Os números também são medidos de maneiras diferentes e, portanto, não devem ser colocados lado a lado como se fossem equivalentes.
Mas dizem a mesma coisa: House of the Dragon e Ted Lasso continuam capazes de fazer o público parar, assistir e conversar sobre uma série ao mesmo tempo. Em 2026, isso já é quase um superpoder.
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