A conquista de Westeros ganhou uma data, mas ainda procura seus rostos. A Warner anunciou nesta terça-feira, 29 de setembro, que Game of Thrones: Aegon’s Conquest chegará aos cinemas em 1º de junho de 2029, com direção de Owen Harris e roteiro de Beau Willimon. Fazendo a conta, temos dois anos e oito meses pela frente. O título havia sido confirmado na CinemaCon, mas agora o primeiro longa da franquia tem seu lugar marcado no calendário.

Como já escrevi aqui, a passagem de Game of Thrones para o cinema envolve mais do que aumentar o tamanho dos dragões. A história da conquista estabelecerá uma versão de personagens que conhecemos sobretudo pelo legado e pelas interpretações de seus descendentes. Aegon é o fundador de uma dinastia, mas sua posição como protagonista traz uma pergunta que continuo considerando central: veremos o homem que unificou Westeros ou o invasor que usou uma força praticamente impossível de enfrentar para impor seu domínio?
Com a data de lançamento prevista, as especulações sobre o elenco ganham agora maior fôlego. A perspectiva de finalmente ver Aegon, Visenya e Rhaenys no cinema dá aos fãs um horizonte concreto para imaginar quem poderia interpretá-los. A Warner ainda não anunciou os atores, mas a definição da estreia oferece um novo impulso a uma conversa que acompanha o projeto há anos.
Henry Cavill é um dos nomes mais recorrentes nas escolhas dos fãs para Aegon. A associação com The Witcher ajuda a explicar a preferência: o público já o conhece de cabelos claros, espada na mão e presença de guerreiro. Essa familiaridade também alimentou confusões, incluindo vídeos conceituais feitos por fãs que circularam como se fossem material oficial. Até agora, não há confirmação de sua participação nem notícia confiável de negociações para o papel.
Anya Taylor-Joy aparece nas sugestões para Rhaenys, enquanto Florence Pugh foi citada em um rumor como favorita para Visenya. São informações de naturezas diferentes: no caso de Taylor-Joy, trata-se de uma escolha de fãs; o rumor sobre Pugh foi repercutido por um site dedicado à franquia a partir de uma publicação da conta Culture Cave no X. Não há confirmação da Warner nem reportagem dos principais veículos da indústria sustentando que ela esteja em negociação. São nomes que circulam, mas ainda não podemos apresentá-los como candidatas efetivamente consideradas pela produção.



O trio será decisivo porque a conquista não pertence apenas a Aegon. Visenya e Rhaenys participaram da campanha com seus próprios dragões, Vhagar e Meraxes, ao lado de Balerion, montado pelo irmão. A história oferece espaço para três personagens com relações distintas com o poder, a guerra e a própria família. Minha expectativa é que as duas mulheres tenham peso dramático compatível com sua importância, em vez de apenas acompanharem a construção da imagem do conquistador.
A confirmação de Owen Harris também merece atenção. Ele dirigiu episódios de O Cavaleiro dos Sete Reinos e tem trabalhos em Black Mirror e Mrs. Davis, enquanto Willimon chega com a experiência de House of Cards e Andor. É uma combinação que desperta curiosidade sobre como o filme equilibrará intimidade e espetáculo. Em particular, o trabalho de Willimon com estruturas de poder torna interessante imaginar o que fará com uma família que transforma superioridade militar em autoridade política.
A ideia de levar Game of Thrones ao cinema, aliás, é antiga. Em 2013, David Benioff e Dan Weiss propuseram que a série terminasse com três longas, projeto que não avançou. George R. R. Martin também explicou, em 2015, que havia recusado propostas cinematográficas por receio de cortar partes importantes dos livros e concentrar a história em figuras como Jon Snow ou Daenerys. Agora, a escolha de uma campanha específica oferece um recorte mais delimitado, embora ainda não saibamos quanto da conquista caberá nesse primeiro filme.
A estreia está marcada, mas o início das filmagens ainda não foi divulgado. Até lá, o elenco continuará sendo uma das principais fontes de especulação. Cavill, Taylor-Joy e Pugh formam um trio que chama a atenção no papel; o desafio da produção será encontrar atores capazes de dar vida à tensão entre esses personagens e ao custo de sua vitória. Afinal, sabemos que Aegon conquistou Westeros. O que quero descobrir é como o filme nos fará olhar para essa conquista.

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