A balada de Lucy Jordan em “Thelma e Louise”

Hoje completam 30 anos desde o lançamento de Thelma e Louise nos cinemas. Os bastidores machistas, com executivos chocados com a escolha de Ridley Scott fazer um road movie estrelado por duas mulheres, já são conhecidos e discutidos. O filme é um marco e é brilhante. Voltarei a ele para falar de Hans Zimmer, mas hoje queria lembrar uma das cenas mais emocionantes e marcantes do filme. É quando Thelma e Louise, já procuradas, criminosas e sem saída, passam pelo Grand Canyon no alvorecer.

Thelma, depois de muita confusão, está uma mulher segura. Tranquila. “Nunca me senti tão acordada, as coisas parecem diferentes”, ela diz. A cena tem como fundo um dos clássicos de Marianne Faithfull, The Ballad of Lucy Jordan.

A canção foi escrita por um homem, o poeta e músico Shel Silverstein e descreve a desilusão e deterioração mental de Lucy Jordan, uma dona de casa comum que percebe que seus sonhos românticos jamais virarão realidade. Lucy sobe ao topo de um prédio para se matar (super spoiler do que aconteceria com as personagens logo a seguir), mas é “salva” por um homem que estende a mão e a leva em um carro branco “para Paris”, ou seja, um enfermeiro em uma ambulância que a leva para uma clínica psiquiátrica.

A versão usada no filme é uma das mais conhecidas, a gravação de Marianne Faithfull. Do álbum Broken English, de 1979, a balada também refletia a vida da cantora que lutava contra o vício das drogas. É um dos maiores sucessos de sua carreira e já tinha a voz rouca, que hoje é sua característica mais forte. Os críticos, que chamavam Marianne de “Debbie Harry dos anos 60″, amaram a interpretação sofrida da canção. De fato, ela completa a cena e dá maior emoção para a conclusão.

The morning sun touched lightly on
The eyes of Lucy Jordan
In a white suburban bedroom
In a white suburban town
As she lay there ‘neath the covers
Dreaming of a thousand lovers
‘Till the world turned to orange
And the room went spinning round

At the age of thirty-seven
She realised she’d never
Ride through Paris in a sports car
With the warm wind in her hair
So she let the phone keep ringing
And she sat there softly singing


Little nursery rhymes she’d memorized
In her daddy’s easy chair
Her husband, he’s off to work
And the kids are off to school
And there were, oh, so many ways
For her to spend the dayShe could clean the house for hours
Or rearrange the flowers
Or run naked through the shady street
Screaming all the way

At the age of thirty-seven
She realized she’d never
Ride through Paris in a sports car
With the warm wind in her hair

So she let the phone keep ringing
As she sat there softly singing
Pretty nursery rhymes she’d memorized
In her daddy’s easy chair

The evening sun touched gently on
The eyes of Lucy Jordan

On the roof top where she climbed
When all the laughter grew too loud

And she bowed and curtsied to the man
Who reached and offered her his hand
And he led her down to the long white car
That waited past the crowd

At the age of thirty-seven
She knew she’d found forever
As she rode along through Paris
With the warm wind in her hair

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