Septa Unella lidera time de futebol em Ted Lasso

“Shame. Shame. Shame”.

Quem viu Game of Thrones certamente se arrepia com a repetição dessas palavras. Em um universo de vilões e anti-heróis, a Septa Unella se mantém como uma das mais apavorantes do universo da série da HBO, atormentando ninguém menos do que Cersei Lannister. Certamente está no top 10 das minhas cenas mais marcantes da saga. Aquela roupa que deixava apenas o rosto de fora escondia, como muitos descobriram já na época, uma mulher belíssima. E nos despedimos dela sendo torturada pelo The Mountain com uma Cersei apavorante em sua vingança. Como esquecer?

Certamente está no top 10 das minhas cenas mais marcantes da saga. Aquela roupa que deixava apenas o rosto de fora escondia, como muitos descobriram já na época, uma mulher belíssima. E nos despedimos dela sendo torturada pelo The Mountain com uma Cersei apavorante em sua vingança. Como esquecer?

Pois eu juro que tive que pesquisar para confirmar que a Septa Unnella é hoje, no streaming, dona de um time de futebol que tem como técnico um americano que mal conhece o esporte. Isso mesmo, se você achou que conhecia o rosto de Rebecca Welton, de Ted Lasson, é porque você – como eu – nunca a esqueceu. As duas são interpretadas pela atriz Hannah Waddingham, premiada como Melhor Atriz Coadjuvante no Critic’s Choice Awards de 2021 e um dos grandes destaques da produção.

Hannah, que vem de musicais do West End, tem veia cômica e como dramática. Atenção para SPOILERS sobre Ted Lasson.

Rebecca Welton é uma mulher em busca de vingança. Abandonada pelo marido, após várias traições, recomeça a vida aos 46 anos. Sozinha. À frente do time de futebol que passou a ser dela com o divórcio, é Rebecca quem escolhe Ted Lasson para ‘salvar’ o time com risco de rebaixamento.

A escolha ortodoxa logo é revelada para nós: ela quer destruir o time, visto que futebol é a maior paixão do ex-marido. Dessa forma, sem Ted desconfiar, sua pior inimiga está mais próxima do que imagina. Mas a vida traz reviravoltas.

Através do carinho e apoio inesperados, e os biscoitos (caseiros) que trazem doçura que ela tinha perdido, Rebecca vai se modificando. A improvável amizade com Keely Jones (Juno Temple), a “maria chuteira” de plantão, que desperta a sororidade feminina marca a virada da personagem.

Aliás, essa dinâmica é tão bacana que vale um post por si só e será tema da coluna de CLAUDIA, certamente.

Ted Lasso não pretende ser moderna e segue as fórmulas das séries de comédia. Porém tem um roteiro amarrado que traz dimensões para personagens que seriam rasos. No caso de Rebecca, o talento de Hannah é o grande destaque. Ela é uma mulher na meia idade e em crise, abandonada pelo marido, humilhada constantemente e acostumada a agir como inescrupulosa para alcançar seus objetivos e ganhar respeito. Aos poucos, convivendo com Keely e Ted, ela vai percebendo que tem mais riqueza nas mãos do que problemas. Percebe que se, ao invés de destruir o que marido ama – o time de futebol – provar que é melhor do que ele na direção, será sua maior vingança. Pena que descobre um pouco tarde… será?

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