Cena do Crime: Times Square é destaque

No início de 2021, o documentário Cena do Crime: Hotel Cecil, ganhou destaque na Netflix. Recontando o estranho caso de assassinatos no hotel que fica no centro da cidade de Los Angeles, Joe Berlinger fez um bom apanhado da história do hotel e da área onde está localizado. O diretor está de volta, usando a fórmula para contar uma outra série de crimes, desta vez em Nova York, com Cena do Crime: Times Square.

Diferentemente da temporada anterior, com um crime mal resolvido, a temporada atual tem um culpado identificado e atualmente preso, servindo uma sentença perpétua por ter assassinado pelo menos 11 vítimas (ele alega ter matado 80). Richard Cottingham, um engenheiro eletrônico, ficou conhecido como o “The Times Square Torso Killer” porque duas de suas vítimas foram decapitadas e tiveram as mãos cortadas, sendo que uma delas até hoje não foi identificada. Os crimes ocorreram entre 1967 e 1980, quando ele foi finalmente preso.

Richard violentou mais de 100 mulheres, matou um número ainda indefinido e chocou os Estados Unidos porque aparentemente era um homem quieto, casado, pai de três filhos morando no subúrbio, em Nova Jersey. Segundo ele diz, conseguiu escapar por estar “abaixo do radar” e chegou a ser parado por policiais quando carregava as cabeças das vítimas, mas liberado.

Assim como a temporada anterior, a narrativa é bem construída, porém mais uma vez o diretor se preocupa mais em contextualizar a área onde tudo aconteceu, assim como a época, nem tanto os detalhes de como o assassino realizou seus crimes. No caso do Hotel Cecil, e versão oficial é inconclusiva, mas no caso do serial killer do Times Square, não.

Ainda assim, é um excelente conteúdo para os fãs de true crime, um gênero popular de documentários. A história de Richard é incômoda e triste. Suas vítimas eram quase todas prostitutas e por essa razão também conseguiu escapar da Polícia por tantos anos. Quando foi preso, ainda tentou alegar inocência, mas objetos das vítimas mortas foram encontradas na casa dele, como troféus inegáveis.

Outra parte bizarra é a amizade que o assassino desenvolveu com a filha biológica de uma de suas vítimas. Foi para ela que ele confessou alguns dos crimes que não tinham sido descobertos.

Prepara-se para descrições fortes dos crimes. Richard é um serial killer sádico e a história é bem mais violenta do que a do Hotel Cecil. A ver qual será o próximo crime a ser revisitado por Joe Belinger.

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