A curta trajetória de Gaspard Ulliel

Qualquer morte é triste. A morte de um jovem talento, chegando ao seu auge, aos 37 anos, é trágica. O francês Gaspard Ulliel faleceu hoje, na França, após um acidente de ski no qual não estava usando capacete.

Gaspard era um dos grandes talentos do cinema francês, começou sua carreira ainda aos 12 anos, na TV francesa, onde colecionou elogios e prêmios, recebeu dois César (o Oscar francês), pelos filmes Eterno Amor e É Apenas o Fim do Mundo. Sua atuação como Yves-Saint Laurent na biopic do estilista garantiu sua projeção internacional. Em Hollywood não foi tão bem aproveitado, estrelou o apagado Hannibal: A Origem do Mal, mas seria uma das estrelas da série da Marvel, Moon Knight, cujo trailer foi divulgado há apenas dois dias.

Na série, estrelada por Oscar Isaac, Gaspard seria um dos principais vilões – Anton Mogart mais conhecido como Midnight Man – um ladrão de obras de arte que ficou deformado depois de enfrentar o Moon Knight, de quem jurou vingança. A série está pronta e será lançada em fevereiro. Além dela, a produção Plus que Jamais também tinha previsão de lançamento em 2022.

Gaspard deixa a esposa, Gaëlle Piétri, e um filho de cinco anos.

Sua morte remete à da atriz Natasha Richardson, em 2009, também em um acidente de ski. Natasha estava esquiando com os dois filhos, sem o marido, o ator Liam Neeson, que estava trabalhando. Em uma aparente queda “boba”, Natasha bateu com a cabeça em uma parte mais dura do gelo e dispensou verificar com mais detalhes no hospital. Apenas horas depois, com fortes dores de cabeça, que a hemorragia cerebral foi identificada. Em poucas horas, a atriz teve morte cerebral e faleceu, aos 37 anos, sem recuperar consciência.

Gaspard colidiu com outra pessoa enquanto esquiava nas encostas da região de Sabóia, no leste da França, e bateu a cabeça. O ator foi transportado imediatamente de helicóptero para um hospital em Grenoble, mas não resistiu. O mundo da Arte perde um grande talento.

2 comentários Adicione o seu

  1. Como disse, certa vez Renato Russo: É tão estranho, os bons morrem antes…

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    1. Sim, essa sensação se confirma a cada despedida!

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