A história de Pam e Tommy revisada

É preciso ser um E.T. para não saber da famosa fita caseira de Pamela Anderson e Tommy Lee fazendo sexo e o impacto dessas imagens nos negócios, na Internet, na cultura pop e nas vidas das duas estrelas. De alguma forma, tortuosamente, celebridades como Paris Hilton e Kim Kardashian nem teriam o status atual se não fosse pelo potencial de vendas e repercussão de vídeos caseiros de famosos fazendo sexo. No entanto, para Pam e Tommy, foi o catalisador de muita humilhação e drama. É o que a série da Star Plus, Pam e Tommy reconta. Três episódios estão na plataforma e vamos falar sobre eles. Mas antes, aviso: SPOILERS.

Loucos e famosos, os verdadeiros Pam e Tommy

Nos anos 1990s, Pamela Anderson era o maior símbolo sexual de Hollywood (ao lado de Sharon Stone), graças ao mega sucesso da série SOS Malibu. Tommy Lee vinha de grande vendas com sua banda de rock, Motley Crue, uma das mais populares dos anos 1980s. A história da banda é bem contada na série da Netflix, The Dirt. Os músicos eram jovens rebeldes e irresponsáveis, milionários e inconsequentes. Quando Pam e Tommy se conheceram, na noite de de Los Angeles, foi atração imediata, com um casamento ainda mais rápido, o que elevou a fama dos dois.

Pam e Tommy não se restringiam de trocar carícias diante das câmeras, elevando a curiosidade do que fariam enquanto estivessem sozinhos. A existência da fita dos dois na lua-de-mel foi um estouro. Em uma Internet ainda mais anônima do que é hoje, qualquer coisa que caísse na rede era peixe e dificilmente conseguia interromper o processo ou prender os responsáveis. Tempos depois do escândalo já ter atrapalhado a carreira dos dois e causado ainda mais turbulência em uma união frágil, foi-se descoberto que um ex-funcionário rancoroso de Tommy foi o responsável por – acidentalmente – roubar a fita e – criminosamente – explorá-la comercialmente. A série vai mostrar tudo isso.

Lily James e Sebastian Stan: próteses, nudez e sexo

As escolhas de Lily James e Sebastian Stan para os papéis principais surpreendeu muita gente, mas, graças à maquiagem, os dois ficaram iguais aos originais.

Porém, as atuações ainda – nos primeiros episódios – ficaram no meio do caminho de má imitação ou simplificação. A Pam de Lily James não tem um gesto que não seja o que vimos em fotos e vídeos, como se na intimidade ela seguisse o papel de sexy symbol que ficou marcado. Não bebe, não come, não conversa com inguém – nem as amigas – sem a fala e gestos lânguidos. A persona pública de Pam Anderson é essa, mas o roteiro ainda a julga como superficial, insegura, manipulada e, limitada.

Já o Tommy de Sebastian Stan, menos parecido do que Lily, está mais à vontade e indo para o cômico pois o baterista é como muitos os descrevem, um crianção irresponsável. O ator está se divertindo e muito confortável com o protagonismo, mas assim como Lily, fica no implícito julgamento de seu narcisismo como uma pessoa perdida na vida. Pode até ser, mas sem fatos que comprovem, fica mais do mesmo.

O papo “cabeça” de Tommy com “Tommy”: Meu Deus!

E… temos que falar sobre isso. Lily Sebastian usam próteses para parecerem com os biografados. Lily, nos seios e Sabastian no pênis. E vemos ambos com frequência, nus ou fazendo sexo, dando uma palha, talves, do que era o vídeo verdadeiro?

Mas em um ano em que mostrar close-up de pênis está em TODAS as séries, Euphoria tem pelo menos dois a três takes por espisódio, Pam e Tommy foi além e aquém do bom gosto. Além de mostrar o pênis/protese em mais de uma cena. Sebastian Stan teve um (longo) monólogo com o seu, com direito a mais close-ups. É inacreditável, sem graça, constrangedor e sim, ridículo. Que os autores teham pensando nisso já é assustador, mas que um ator que está ganhando destaque se submeta… Meu Deus.

Seth Rogen também tem sua chance de “exibir”

O antagonista da história é interpretado por Seth Rogen, que é Rand Gauthier, o responsável pelo roubo e divulgação da fita. Seth está sendo Seth, e na história paralela de Rand, vemos suas motivações para apelar para o crime como uma forma de vingança contra Tommy Lee, que não o pagou por um serviço. Ajuda a contextualizar o tempo e como funciona o mercado pornô, mas é a parte menos interessante da série porque queremos mais da intimidade de Pam e Tommy. Por mais cringe que possa ser!

A série ainda está na hora em que a fita será tornada pública. Espero não ter que aturar a protese de Sebastian Stan em mais cenas como a que vimos no segundo episódio…

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