O show de Zendaya em Euphoria

Euphoria é uma das séries que classifico como incômoda. mas necessária. É sobre tudo menos euforia/alegria/felicidade e é densa, escura, triste. Não há um segundo de respiro e todo elenco jovem é de talento, especialmente sua grande estrela, Zendaya. A atriz já fez história há dois anos como a vencedora mais jovem na categoria Atriz Drama e podem ter certeza, depois do episódio dessa semana? Já tem sua segunda estatueta esperando. Foi de tirar o fôlego.

A série da HBO Max é uma adaptação de uma produção israelense de mesmo nome, criada e roteirizada por Ron Leshem e Daphna Levin. A versão americana tem a assinatura de Sam Levinson, que dirigiu o episódio que menciono aqui. Euphoria acompanha os dramas de adolescentes lidando com amor, amizade e sexo em meio à traumas pessoais, a pressão da Internet e, sobretudo, dependência de drogas.

Cada episódio é uma obra de arte. A trilha sonora impecável, a fotografia e as atuações. Na semana passada, Eric Bane foi o grande destaque com cenas alternando desespero, medo e coragem. Sua cena com o clássico de Sìnead O’Connor, Drink Before the War foi fascinante. E Zendaya elevou o jogo essa semana a um nível diícil de bater.

A atriz e cantora é Rhue, uma adolescente que luta contra a dependência química em uma sociedade que facilita o acesso às drogas assim como parece empurrar almas frágeis para o precipício. Na 1ª temporada, Rhue tentou arduamente não recair no vício, mas SPOILER, falhou. Nessa 2ª, ela está no caminho da auto destruição e parece que não terá mais volta. A ver porque a 3ª temporada já está garantida e anunciada.

Em Stand Still Like the Hummingbird (Fique parado como o beija-flor), vemos o pior e mais assustador de Rhue. São 24h de seu pior dia, um “after hours” dos horrores. Agora que seu relapso foi identificado e revelado, a jovem não apenas tem que lidar com o pânico de voltar para a clínica de reabilitação como lidar com a dívida que ficou com traficantes, afinal sua família se desfez de 10 mi, dólares de drogas que obviamente não tem como pagar. A frieza da traficante recomendando que Rhue se prostitua para recuperar o dinheiro me deu arrepio de pensar o que ainda vem pela frente. Mas Zendaya está fenomenal. As alterações de humor e estratégia, do agressivo ao triste ao manipulador é mais do que digno do segundo Emmy, é material de fazer escola. A entrega ao papel, sua empatia e transformação fazem encarar o peso de Euphoria uma obrigação. Mas precisa de estômago.

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