Os 30 anos de O Guarda-Costas

O Guarda-Costas é um dos filmes clássicos dos anos 1990s, estrelado por dois artistas no auge, fazendo o impensável de colocar um par romântico de interracial e, como consequência, quebrando recordes de bilheteria e vendagem de discos. E NIN-GUÉM ouve sem sair tentando acompanhar Whitney Houston e o inesquecível “And I I I I I will always love you u u u u”. Aposto que está na sua cabeça ao ler essa frase. No aniversário de morte de Whitney, vale rever e relembrar um dos grandes sucessos de Hollywood que completa 30 anos em 2022.

A versão que chegou às telas deve à persistência de Kevin Costner, na época o maior astro (como diretor e ator) em atividade e que recuperou um projeto que rodou entre estúdios e produtores por décadas, sem sair do papel. Só para ter noção, o guarda–costas original seria Steve McQueen. Quem? Pois é. Entre os anos 1970s até os 1990s, muitos atores consideraram fazer o filme, mas foi Costner que teve a visão e coragem de fazê-lo. E escolher a maior cantora da época, sem experiência de atriz, para interpretar seu par romântico.

A história é simples. Um ex-agente do governo, que se afastou do trabalho e está aposentado, é chamado para trabalhar como segurança de uma celebridade, que está recebendo ameaças de morte. A relação dos dois é de desconfiança e impaciência mútua, mas logo criam uma conexão que vira amor. Porém, o destino não facilita as coisas para os dois.

O roteiro é do respeitado diretor, Lawrence Kasdan. Com várias canções de sucesso interpretadas por Whitney, como I have nothing e I Run to You, (que Clive Davis, dono da gravadora de Whitney e seu mentor, alega ter sido o responsável por estarem no filme) O Guarda-Costas virou febre. Pelo bastidores, muita gente considerou quase um reality. Whitney teria se comportado como uma diva, Costner perdia a paciência, mas, no final, tudo deu certo. Rendeu mais de 400 milhões de dólares ao redor do mundo, sem mencionar os recordes estabelecidos pela trilha-sonora.

A inspiração da história não foi nenhum fato real, mas um filme clássico japonês de 1961- Yojimbo, de Akira Kurosawa – que Lawrence (na época iniciante), pensou para Steve McQueen. O primeiro roteiro é de 1975, mas levou 2 anos para encontrar alguém interessado. McQueen foi “substituído” por Ryan O’Neal e ninguém menos do que Diana Ross teria o principal papel feminino, mas a cantora desistiu no meio da produção e o roteiro foi engavetado.

A essa altura, Kasdan estreou como diretor com grande sucesso e considerou dirigir seu projeto especial, mas preferiu esperar. Ele e Costner se conheceram fazendo The Big Chill (cuja cena do ator foi cortada), desenvolvendo uma amizade e parceria lendárias. Quando filmaram Silverado, Costner soube de O Guarda Costas e se encantou com o potencial da história. Tendo estrelado Os Intocáveis e Robin Hood, tinha a voz e comando de escolher seus projetos e assim nasceu o clássico.

Como já é de conhecimento geral, a principal contribuição de Kevin Costner não foi finalmente lançar o filme. Foi a escolha do tema de amor. Ele insistiu, para grande irritação de Whitney, na balada de Dolly Parton. Sem ser cantora country, a estrela relutou em aceitar. E transformou a canção no hino que é hoje.

E talvez essa você não lembre. Também foi Kevin Costner que bateu o pé pelo icônico poster, que os estúdios não queriam aceitar porque não aparece o rosto de Whitney Houston. O ator percebeu que essa seria a cena mais forte do filme e pediu que fizessem a foto. Whitney já tinha ido para casa, então sua dublê é quem aparece no colo do ator.

Depois de uma frustrada adaptação para o teatro, em formato de musical, uma refilmagem de O Guarda Costas está a caminho. Nenhum nome foi confirmado ainda. Será que consegue melhorar?


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