Elizabeth Taylor, a última grande estrela de Hollywood

Quando se falava de estrela de Hollywood havia uma mescla de glamour, drama, mistério e grandiosidade. As estrelas de hoje nem sempre reúnem as qualidades associadas à mitos como o de Elizabeth Taylor, frequentemente apontada como a última grande estrela de Hollywood e que completaria 90 anos nesse 27 de fevereiro de 2022.

Com uma carreira longeva, iniciada ainda quando criança, Elizabeth efetivamente foi uma lenda criada no cinema. De uma beleza estonteante – especialmente pelos olhos “violeta” – a atriz fez sucesso em todas as fases de sua carreira, algo raríssimo porque a transição de atriz infantil para adulta não é fácil até hoje. Curiosamente uma das raras regras que se aplica para homens e mulheres.

Como jovem, Elizabeth filmes estrelou leves como Little Women ou O Pai da Noiva (com Spencer Tracy) até aparecer em filmes de maior relevância, como Um Lugar Ao Sol (com Montgomery Clift), seu primeiro filme considerado com boa atuação dramática. Entre filmes menores e outros sucessos, Elizabeth foi se estabelecendo como um nome forte de bilheteria e colecionando fãs ao redor do mundo. Seu desempenho em Assim Caminha a Humanidade foi elogiado, mas a atriz que viria a ganhar dois Oscars ainda não tinha se revelado. A virada veio com Gata em Teto de Zinco Quente, seguido por De repente o Último Verão. Aos 26 anos, já veterana no Cinema, passou a ser respeitada também como atriz. Disque Butterfield 8 foi o papel pelo qual Elizabeth ganhou o primeiro Oscar de Melhor Atriz. Na virada dos anos 1960s, ninguém era maior do que ela em Hollywood. Aí veio Cleopatra.

O filme que quebrou a Fox, que sofreu complicações para ser terminado, pelo qual Elizabeth ganhou um milhão de dólares como salário é também conhecido pelo primeiro trabalho ao lado de Richard Burton. O romance entre os dois, seus casamentos e separações são lendários mesmo em um meio de dramas e lendas. Juntos, estrelaram vários filmes e peças, incluindo Shakespeare, e Elizabeth brilhou como nunca em um momento de grandes atuações, que inclusive lhe deram o segundo Oscar, por Quem Tem Medo de Virginia Wolf.

Problemas com bebidas, remédio e peso reduziram a presença de Elizabeth em filmes de peso nos anos 1970s, quando ela virou mulher de político casando com um Senador. No total, incluindo as duas uniões com Burton, Elizabeth se casou 8 vezes e sua vida pessoal frequentemente chamavam mais atenção do que seu trabalho.

Amiga fiel e incondicional de estrelas como Rock Hudson e Michael Jackson, Elizabeth virou porta voz e ativista pela pesquisa da AIDs, mas, sua saúde sempre frágil, com várias cirurgias desde nova, se provaram pesadas para a terceira idade e, embora rica, empreendedora (sua linha de perfumes era um sucesso) e colecionadora de jóias, foi perdendo a locomoção e quando, em 2011, faleceu aos 79 anos, ainda era conhecida como uma lenda. Inclusive, uma das maiores.

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