The Gilded Age: A vulnerabilidade de Agnes

Estamos na reta final de uma ótima primeira temporada de The Gilded Age e já entendemos alguns recados. Embora Agnes Van Rhijn (Christine Baranski) seja arrogante, ela está genuinamente tentando ajudar a sobrinha (rebelde-sem-causa), Marian Brooks (Louisa Jacobson), que está se jogando no precipício por nada.

Agnes, como entendemos, é uma mulher exigente, rancorosa, franca e apegada aos velhos costumes. Foi casada com um homem rico, claramente abusivo, de quem tem um único filho e herdou uma fortuna. O casamento sem amor foi a alternativa para salvar a si mesma financeiramente, assim como a irmã, mas ambas guardaram mágoa do irmão que tirou delas a opção ao levar toda a herança e gastá-la sem pudor. Portanto, quando a história começa com a morte dele e sua única filha, Marian, sem ter um centavo, as tias as adotam, mas a jovem resiste às suas orientações.

Essa parte da história não faz sentido (ainda). Marian já sabe que as tias têm razão das críticas que fazem sobre seu pai e dinheiro, afinal ela mesma sofreu o mesmo destino nas mãos dele. Ainda assim, é como se tivesse ocorrido ao contrário. Essa falha na trama tira nossa simpatia da mocinha, que navega entre personagens interessantes sem acrescentar nada e sendo surda para todas as pessoas que tentam ajudá-la.

Agnes gosta de dizer que “nunca erra”, mas vemos que comete dois erros. Rejeitar os Russells apenas porque a fonte do dinheiro é nova e não perceber quem é o próprio filho homossexual. No mais, ela julga os outros de acordo com as regras vigentes, fazendo a honrosa e incrível exceção com Peggy Scott (Denée Benton).

O principal ponto de discórdia de tia e sobrinha é sobre o advogado Thomas Raikes (Tomas Cocquerel). O jovem cuidava dos negócios do pai de Marian e aparentemente se apaixona por ela, a seguindo para Nova York. Claro que Agnes não o aprova, mas nesse caso sua desconfiança encontra eco em toda sociedade, mas Marian parece decidida a largar tudo para ir viver um grande amor, mesmo sem saber nada sobre ele. Assume que “sendo pobre”, o amor é sincero, mas é claro que há algo por trás. No episódio dessa semana, o diálogo de Agnes repetindo seu mantra “eu nunca erro” voltou a ter destaque. Infelizmente, para Marian, todos os sinais apontam para que Agnes esteja certa.

Até essa semana, fora nos momentos em que conversava com Peggy, não víamos Agnes vulnerável, mas o episódio a expôs em um relance em que Christina Baranski deu show. Ao descobrir que seu mordomo mentiu, Agnes age por impulso e invade a casa dos Russells. Nesse momento ela se impressiona com a opulência deles, oficializa sua visita – portanto sua aceitação dos vizinhos – e precisa se retirar, pois entrou na casa humilhada, por baixo. Agnes não gosta de perder o controle. Como sabíamos, ela não gosta de errar e a vimos cometer seu primeiro erro na história. Mas não sobre Raikes…

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