A confusa trama de Raised by Wolves e o sacrifício de Sue

Se você não curte Raised by Wolves não é porque está sozinho. A série é bem filmada, mas é confusa, cheia de monstros e reviravoltas que distarem de uma trama teoricamente simples. Eu me viciei. E a dois episódios de me despedir da segunda temporada já desisti de encontrar respostas para tantas perguntas. E estou triste por Tempest e Sue…

Sim, a essa altura todos já sabem mas teremos Spoilers.

Quando Sue, no episódio retrasado, se desespera para salvar Paul, seu “filho”, ela apela para oração, apesar de ser atéia. Infelizmente, nossa única personagem racional, humana e empática passa a ouvir a mesma voz que vem enlouquecendo Marcus, Paul, Campion e até Father.

A “voz”, que Sue passa a chamar de “Sol” até para ganhar o afeto do filho, a ensina como salvar a criança de virar uma cobra sintética (o que me constantemente faz lembrar que há um homem transformado em cobra naquela caverna abandonada). Obviamente a missão é difícil: Sue tem que pegar sangue-sugas dos monstros do mar ácido. Ela consegue, salva Paul e “se converte” em segredo. O menino estranha, não o fato dela ter ouvido vozes (ele mesmo só soube da verdade sobre Sue e Marcus graças à essa voz fofoqueira), mas porque, quando se trata de Sol, nenhuma ajuda vem sem uma troca. Sue alega que foi uma intervenção gratuita, mas ao fim do episódio a voz vem cobrar seu preço e ela aceita fazer qualquer coisa para manter Paul vivo. Um perigo não esclarecer o que seria “qualquer coisa”.

Aparentemente o que a Voz pedia estava alinhado com o desejo do filho de encontrar ou plantar a Árvore do Conhecimento, mas como Mother está perseguindo religiosos, tinham que fazer isso escondido. Com a captura de Marcus, os dois se reconciliam com ele, o ajudam escapar e a família volta a ficar unida e feliz, agora toda efetivamente religiosa e com o mesmo objetivo.

E aí vem a voz…

Sue e Paul tentaram de tudo para abrir a caixa das sementes, mas era um canto de ninar infantil que faria o truque, o mesmo que atormenta Sue desde a 1ª temporada. Inadvertidamente a médica toca na semente, que entra na sua pele. Enlouquecida, passa a cavar e cavar e… acordamos sem sinal de Sue, mas com a árvore já com frutos (nojentos) ao seu redor. As frutas são pequenos cérebros (ugh). Paul procura por sua mãe e parece que Marcus, após da uma mordida na fruta, ouve o coração da árvore e entende o que aconteceu. Pelo menos ele entendeu porque nós ficamos chocados. Sue foi transformada em árvore? Como sair dessa?

A outra bizarrice foi o parto – ultra gráfico – de Tempest, que ia jogar o bebê no mar de ácido mas é interrompida por um monstro que – é incômodo de tão absurdo – “sequestra” o recém nascido, o colocando no peito (literalmente) e mergulhando na água.

Mother descobriu a traição de Sue, mas não terá tempo para lidar com tanta desgraça simultânea. A ver como Marcus vai se livrar mais uma vez de punição.

Depois de dedicar anos de aceitação aos Night Walkers e Night King, estou muito incomodada com os Aliens de Raised by Wolves. Temo que nenhuma explicação seja suficiente para sustentá-los na trama por muito tempo e talvez sejam os McNuffins da trama. Estão ganhando mais destaque, e esse sequestro foi o topo dos absurdos.

Agora temos uma Sue rendendo frutos de conhecimento, uma voz comandando o jogo, uma androide tão poderosa como Mother, uma androide assassina à solta (será salva por Campion?), monstros no mar ácido… Temos o líder dos ateístas preso e o último Mithraico libertado. Honestamente, depois perguntam como a Terra foi destruída!

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