Westworld coloca a esperança de humanização nos ombros de máquinas

Falamos de uma “simplificação” da trama de Westworld, sem perder sua profundidade. Nada mais claro do que essa afirmativa do que o 4º episódio da curta 4ª temporada da série. Chegamos à metade da aventura, e sem sinais de esperança. Aqui teremos SPOILERS e teorias.

Por conta da troca de corpos e criação de andróides para substituir humanos, meio que perdemos a referência se não lembramos sempre da última temporada. Pelo que sabemos, a essa altura só temos um único humano sobrevivente de toda revolução planejada em detalhes por Dolores/Wyatt. E não se trata mais de Caleb (Aaron Paul), a grande e triste revelação do episódio dessa semana, mas de William (Ed Harris), que está congelado em um depósito (a essa altura, há décadas).


Infelizmente, descobrimos que “Caleb-humano” morreu e que estamos lidando com sua versão mecânica, ainda em conflito com sua realidade. Assim como teve Charlotte (Tessa Thompson) na 3ª temporada, quando descobriu que Dolores (Evan Rachel Wood) não apenas matou a versão humana da executiva, como tomou seu corpo andróide para si. Afinal, como uma das diretoras da Delos, tomar o controle do negócio de William (Ed Harris) não despertaria desconfiança do que realmente estava acontecendo. Bingo.

Portanto, hoje, com exceção dos novos rebeldes liderados pela filha de Caleb, Frankie (Aurora Perrineau), assumimos que TODOS são andróides. E não podemos esquecer que Charlotte saiu da história. Quem está no comando é Dolores/Wyatt. Ainda não sabemos por que Dolores salvou e deixou Arnold (Jeffrey Wright) livre para combatê-la e como e por que o corpo da antiga Dolores circula agora como Christina. Da mesma forma, o retorno de Teddy (James Marden) está incerto. Na luta atual, nem Christina ou Teddy têm um papel claro. Mas já se reencontraram.

No Charlores World (Dolores no corpo de Charlotte), os humanos são manipulados por vírus transmitidos por moscas e um som vindo de uma torre que dá comandos seja de suicídio ou sabe-se lá o que. Quem está no total comando é, bem, “Charlores”. Como um fã percebeu nas redes, a trama que agora está em Nova York, colocou sem sutileza a torre na antiga posição da Estátua da Liberdade, ressaltando que o conceito de livre arbítrio não mais existirá, com avatares do que um dia foram as pessoas levando seus dias como máquinas sem a noção de estarem presas no Matrix.

Charlores veio isolando e eliminando seus oponentes com uma inteligência e frieza diabólicas, não lembro mais se foi Arnold ou Robert Frost (Anthony Hopkins) que planejou essa narrativa realista, distópica e assustadora. Talvez aí esteja a semente da decisão de deixar o único androide com a mesma inteligência que ela, Arnold, paralelamente ajudando aos humanos a desenterrarem a heroína Maeve (Thandwine Newton) para de alguma forma recuperarem o que perderam. No momento essa equação parece insolúvel, por isso a presença de Christine e Teddy possa fazer a diferença.

Mais teorias a caminho!!!

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