Pablo Larraín vai recontar dias finais de Maria Callas com Angelina Jolie

Pablo Larraín tem uma queda por mulheres fortes. Com Jackie abordou como Jacqueline Kennedy avaliou seu período como 1ª dama, rendendo a Natalie Portman uma indicação ao Oscar. Depois chocou o surpreendeu o mundo escalando Kristen Stewart como Princesa Diana em Spencer, focando nos três últimos dias no meio da Família Real. Outra indicação ao Oscar de Melhor Atriz. Na semana passada anunciou mais um projeto: Angelina Jolie será Maria Callas em outra biopic que vai abordar os últimos dias de sua vida, Maria.

“Ter a chance de combinar minhas duas paixões mais profundas e pessoais, cinema e ópera, é um sonho há muito esperado e fazer isso com Angelina, uma artista extremamente corajosa e curiosa, é uma oportunidade fascinante. Um verdadeiro presente,” o diretor falou para o site Deadline.

Angelina Jolie também se manifestou: “Levo muito a sério a responsabilidade com a vida e o legado de Maria. Darei tudo o que puder para enfrentar o desafio”.

Quem vai assinar o roteiro é Steven Knight (Peaky Blinders), que trabalhou com Pablo no controverso Spencer. Nele, a história se fixou nos três dias do último Natal que Diana passou entrte os Windsors antes de buscar a separação de Charles. O filme trouxe uma visão crítica a todos, incluindo a princesa, e se manteve na ótica do estado psicológico conturbado de Diana na época, com a bulimia e uma certa paranóia. A frieza da Família Real era tanta que não há sequer um diálogo entre eles (apenas Charles) e muitos olhares repressores.

A decisão de mostrar os últimos dias de Callas, que faleceu há 45 anos (no dia 16 de setembro de 1977), sozinha, em casa, aos 53 anos, indica que se houver cenas de flashback dela no palco será a única oportunidade de Angelina “dublá-la”. No final de sua vida, tendo perdido a voz depois que Maria praticamente abandonou sua carreira por amor, ela fez poucas apresentações, deu aulas e viveu isolada em Paris.

A vida de Maria – como ela mesma definiu – era separada pela “Callas” e “Maria”. A Callas, ícone da ópera e estrela exigente, disciplinada foi descartada perto dos 40 anos, quando começou seu conturbado relacionamento com Aristotle Onassis. O armador grego a deixou por Jacqueline Kennedy, partindo seu coração. Isso mesmo, Maria é diretamente ligado à Jackie pois foi logo depois da morte de Robert Kennedy que a ex-primeira dama aceitou se unir à Ari e com isso partiu irreparavelmente o coração e a vida de Maria.

(Meu palpite é que fica faltando Pablo Larraín fazer um filme sobre Marilyn Monroe para recontar a conexão das três mulheres ligadas por amor e infelicidade: Jackie, Marilyn e Maria).


Os dias finais de Maria têm um certo mistério. Depois da morte de Ari, com. quem se reconcilou poucos dias antes, ela perdeu a razão de seguir em frente, passando a maior parte do tempo sozinha, triste e lembrando do passado. Seu coração parou e muitos consideram que seria o maior exemplo de alguém que escolheu morrer por amor.

Maria Callas é o soprano mais famoso da história, popularizando a ópera muito antes de Luciano Pavarotti e outros tenores. Ficou conhecida por sua voz e sua habilidade como atriz, preferindo as óepras dramáticas italianas. Vou revisitar mais sobre ela pois CLARO é uma das minhas paixões.

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