A triste história de Brittany Murphy, típica de Hollywood

Há 16 anos, perto do Natal de 2009, a atriz Brittany Murphy foi encontrada morta em sua casa, após colapsar no banheiro de sua casa. Ela tinha apenas 32 anos.

Sua morte inesperada, seguida de comportamentos bizarros da mãe e do marido, que morreu de forma semelhante apenas alguns meses depois da atriz, colaboram para um dos grandes mistérios de Hollywood e o documentário O Que Aconteceu com Brittany Murphy?, da HBO Max, lançado em outubro, tenta endereçar as várias versões sobre a verdade. Apenas uma fica clara. Brittany foi mais uma ‘vítima’ da brutal cultura do cinema, que impõe magreza excessiva, aparência plastificada e quase um zoológico e mercado para predadores. Uma história como várias outras antes dela.

O documentário tem bons depoimentos e imagens inéditas, editadas com passagens dos filmes de forma que contribuem para uma narrativa que busca emoção. No entanto, em dois episódios não responde à própria pergunta. Oficialmente a atriz morreu de pneumonia, mas as teorias de inanição, envenenamento ou overdose são alimentadas no fundo. O fato de que Simon Monjack, marido da estrela, é apontado como o grande vilão dos últimos anos de sua vida colaboram para que o estranhamento seja alimentado.

Talento para personagens atrapalhadas, sonho com papéis de heroína

Para os padrões de Hollywood, Brittany Murphy não era o que chamam de “protagonista”. Mesmo com talento inegável para comédia e drama, ela passou por uma transformação visual ao longo dos anos que culminaram em incluí-la na temida lista de complicadas e aparência doentias.

Tendo estreado na TV, ficou famosa em 1995, com um papel importante em As Patricinhas de Beverly Hills. Seguiu emplacando trabalhos diferentes, foi noiva de Ashton Kutcher e estrelou várias comédias românticas antes de fazer ainda mais sucesso em filmes independentes ou de suspense.

O casamento com Simon Monjack foi uma surpresa e é unânime que ele complicou ainda mais a vida dela, tomando controle de literalmente todos os aspectos de sua carreira e vida pessoal. A mãe, Sharon, vivia com eles e foi ela quem encontrou os corpos dos dois, em cinco meses um do outro. Nem filme conseguiria criar tanta reviravolta. (Mas que a relação era esquisita, isso era)

O que fica claro no documentário é que a morte de Britanny foi negilgência pessoal e de familiares, que acompanhavam a atriz definhar fisica e psicologicamente. Ela sonhava com a fama desde criança, chegou perto, mas em um mercado competitivo, parecia estar “perdendo” o jogo. Agia como suas melhores personagens, inconstante e instável, portanto o corpo frágil não resistiu à uma gripe mal tratada. Se não ficassem tão focados em destruir a imagem de Simon Monjack, seria até um belo tributo à estrela. Mas perderam a oportunidade…

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