O mistério de Marilyn Monroe, 60 anos depois

Até que aqui escrevo relativamente pouco sobre minhas musas, Vivien Leigh, Ava Gardner e Marilyn Monroe, cujas belezas e carisma para mim seguem acima da média. Li suas biografias, devoro qualquer documentário e por isso, quando vi que a Netflix viria com um documentário (além do filme Blonde) sobre sua misteriosa morte, me perguntei se haveria algo diferente. Afinal, o livro que serve como base para o documentário O Mistério de Marilyn Monroe: Gravações Inéditas (The Mystery of Marilyn Monroe: The Unheard Tapes) prometia uma reviravolta. Para quem, como eu, é familiar com o excelente trabalho do reporter Anthony Summers, cujo livro Goddess foi publicado nos anos 1980s, depois da reabertura da investigação sobre a morte da estrela, tinha que ser algo incrível. E é, mesmo sem mudar sua teoria principal: os fatos mantém que Marilyn morreu por suicídio, acidental ou proposital, mas que igualmente as circunstâncias de sua morte foram alteradas para encobertar seu envolvimento com os irmãos Kennedy.

Dirigido por Emma Cooper, o documentário traça a vida e os últimos dias de Marilyn com base nas gravações que Anthony fez para seu livro, mas que ainda estavam inéditas. Emma não era particularmente fã da atriz (agora se diz obcecada), mas meio que esbarrou no tema quando estava produzindo o documentário sobre o desaparecimento de Madeleine McCann para Netflix (se ainda não viu, corra para ver porque é espetacular).

Anthony Summers e sua esposa, Robbyn Swan escreveram o livro Looking for Madeleine, e foram um dos entrevistados. Durante as gravações, Emma estranhou descobrir que, em 1985, Anthony, que é irlandês, escreveu um best seller sobre Marilyn. Leu o livro no qual ele defende a teoria da conspiração sobre a morte da atriz, ficando pasmada de como tudo fazia sentido. Conversando com ele, descobriu que o autor tinha todas as entrevistas gravadas, com testemunhas, amigos e envolvidos, pessoas que nem mais estão vivas. Um material espetacular pedindo para ser revisitado.

“Minha motivação é bastante pura e é sobre a verdade. E não se trata de ser realmente lascivo e não há cinismo aqui. Todo o filme foi criado sem cinismo. Eu sei que parece um pouco inocente, mas também acho que informa o processo, porque você está constantemente tentando encontrar o que é a verdade sobre alguém que não está mais vivo. E como Tony me ensinou, a verdade geralmente está em algum lugar no meio”, explicou a diretora.

O processo de decupagem apenas levou mais de um ano para ser feito. Uma das “diferenças” da narrativa é ter atores dublando as gravações, como um filme. Segundo a diretora, por conta do tempo e falta de relevância de pessoas opinando agora, em especial porque o documentário tem o material das gravações, não havia outra maneira para recontar a história. O resultado é um conteúdo bem mais emocionante, embora a novidade não agrade a todos.

A história da difícil vida de Marilyn Monroe ganha outra perspectiva 60 anos depois de sua morte, que serão completados em 4 de agosto de 2022. Sua instabilidade emocional, os abusos físicos e psicológicos que passou, tudo que contribuiu para sua morte prematura, aos 36 anos. O documentário fica disponível a partir de amanhã, 27 de abril. Quem vai conferir assim que virar o relógio da meia noite?

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