Antes de Cleopatra, Gal Gadot será Hedy Lamarr

Se tem uma atriz ocupada em Hollywood, quando a greve acabar, essa atriz é Gal Gadot. Além de ainda estar oficialmente dona do papel de Mulher Maravilha no DC, Gal já acabou as gravações como A Rainha-Má em Branca de Neve, estava gravando a continuação de Alerta Vermelho e na pré-produção de duas biografias: a mini-série da Apple TV Plus sobre a juventude de Hedy Lamarr, onde claro vai interpretar a lendária atriz, como está se preparando para o antecipadamente polêmico, Cleopatra. Ação, drama e clássico: não terá outra atriz em maior exposição que ela.

A série ainda sem nome, chamada de Projeto Hedy Lamarr traz Gal na pele da atriz européia que fugiu da Guerra e foi para Hollywood, já como grande estrela internacional de cinema. A proposta original era do Showtime e teria oito episódios, mas depois de 2 anos, foi transferido para a AppleTV+. Vai mostrar a juventude de Hedy, como conviveu com o alto comando nazista e como criou a tecnologia hoje conhecida como telefone celular. Nos Estados Unidos era uma estrela, mas era ainda mais do que isso, como a entrevista exclusiva com sua biógrafa e já postada em Miscelana comprova. A showrunner é Sarah Sutherland, de The Affair. A série vai cobrir 30 anos da vida da lendária atriz. “Um conto épico de uma mulher imigrante à frente de seu tempo e muito vítima dele”, como divulgado há dois anos.

Há uma curiosidade aqui, esquecendo a diferença física entre Hedy e Gal, que é gritante. O longa da Disney de 1937, Branca de Neve e os Sete Anões, que estava ainda sendo finalizado em live action em 2023, com Gal Gadot como a Rainha-Má, usou a imagem de ninguém menos do que Hedy Lamarr – com sua pele branca e batom vermelho – como base para a imagem da jovem princesa. É divertido imaginar que depois de impersonar a vilã (cuja imagem era inspirada em Joan Crawford), Gal venha a ser Hedy nas telas!

Cleopatra promete muita crítica antecipada antes de chegar às telas. A última tentativa mais famosa da vida da Rainha egípcia completou 60 anos em 2023. A docuseries da Netflix insistindo em retratá-la como preta- para ofensa dos egípcios – não teve melhor recepção que o anúncio da atriz israelense para o papel. Ainda mais que anuncia que vão revisar a maneira pela qual sempre foi retratada nas telas. E “revisar” Cleopatra deixa os historiadores de cabelo em pé. Ainda mais que o cinema contribuiu para polarizar minimamente a aparência da Rainha, hoje o coração de toda discussão sobre ela.

A direção do filme, que era de Patty Jenkins (Mulher Maravilha), agora está com Kari Skogland, de Handmaid’s Tale e Vikings, mantendo a roteirista Laeta Kalogridis, o que deixa claro o posicionamento de que a Rainha será revisitada por meio de os olhos de mulheres. Em outras palavras, nada de reduzi-la à sedutora ou manipuladora, seus atributos de líder serão destacados. Porém, diante da massiva reação negativa quando houve o anúncio, em 2020, tiraram o pé do acelerador para, segundo Gal, porque a responsabilidade é grande e serão cuidadosas. As greves de atores e roteiristas também frearam a produção que só deve chegar às telas, nesse ritmo, em ou depois de 2026.

“É uma grande tarefa. Não quero [apressar-me] a fazê-lo – é algo que precisa… de muito pensamento e cuidado porque é Cleópatra. Temos roteiristas incríveis trabalhando no roteiro – antes e depois da greve dos roteiristas – como Laeta Kalogridis. É um belo roteiro. Não estamos nos apressando porque você tem que ser responsável quando lida com uma mulher tão incrível, icônica e lendária”, disse à atriz em uma entrevista recente.

Se você tiver curiosidade de entender e conhecer a verdadeira história de Cleópatra, recomendo o documentário de Curtis Ryan Woodside, que é um dos mais completos e apurados já realizados sobre a Rainha do Egito. Clique aqui para vê-lo.


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