“Live to Tell” será o nome do filme biópico de Madonna. E ela tem muito para contar!

Madonna, a dançarina, cantora, atriz, produtora e compositora era uma influencer muito antes do próprio termo existir. Quando explodiu, aos 25 anos, ela escolheu cantar vestida de noiva o hit “Like a Virgin” e foi algo extremamente ousado. Madonna tinha estilo e um que as fãs conseguiam copiar facilmente, com as pulseiras de borracha, a barriga de fora, as rendas, os laços na cabeça. Madonna também pregava a liberdade sexual – agindo sobre o que falava –  em um tempo em que ninguém mais fazia.  Lançou um livro erótico, questionou religião, namorou latinos, negros, homens, mulheres. E, como ela mesmo anunciou sem o menor embaraço, seu objetivo era dominar o mundo. Sonhar baixo nunca fez parte do projeto dessa leonina e ela mostrou determinação para alcançar seu sonho.

Além do nome diferente e de santa, Madonna tinha uma história pessoal fascinante. Órfã de mãe aos seis anos de idade, ela decidiu ir para Nova York sem muito mais do que determinação para conseguir ser famosa. Mudou da dança para a música, correu atrás de sua carreira até ser reconhecida. Era amiga de artistas que depois ganharam fama, como Basquiat e Keith Haring, circulava entre intelectuais, punks e estrelas. Quando virou um fenômeno pop, em 1984, ela sabia o que queria e como conseguir, sem desculpas ou vergonha. Seus fãs são apaixonados por ela há 40 anos, e têm motivo para isso.

Antes dos millenials, redes sociais ou reality shows, Madonna já dividia sua vida abertamente através de entrevistas reveladoras e dois documentários onde apareceu brincando de fazer sexo oral em uma garrafa ou mostrando a dificuldade de manter a voz durante a turnê. Primeiro foi “Truth or Dare” (traduzido para “Na cama com Madonna”) e anos depois veio “I’m Going To Tell You a Secret”, ambos revelando detalhes da vida pessoal da cantora sem aparente censura.  

Não é surpresa que tenha havido tentativas no passado de tentar transportar a vida de Madonna para TV, ainda nos anos 1990s. Foram filmes muito rasos, sem autorização da cantora e que não revelavam nada corretamente, por isso não funcionaram. Afinal, a diva estava ainda muito ocupada vivendo sua vida, quebrando paradigmas, encantando o mundo.

E que mudou agora? Aos 62 anos, provavelmente reter o controle da narrativa, assim como a qualidade de alcançar fãs fiéis ao mesmo tempo que faz novos. Desde agosto Madonna anunciou no Instagram que estava trabalhando em um roteiro com a premiada Diablo Cody, com vários vídeos das duas durante o processo criativo. Em setembro ela revelou o nome do filme que estão escrevendo: “Live to Tell”.  Isso mesmo, é a biografia autorizada de Madonna.

O projeto segue em andamento, mas a própria cantora se pergunta como será selecionar o elenco, ao que Diablo brinca da verdadeira dificuldade estar aí. Especula-se que Miley Cyrus poderia ser uma boa Madonna, será?

Ao contrário do amigo Elton John, que escolheu o formato de musical para contar sua história, Madonna já sinalizou que Diablo e ela não estão seguindo essa linha. Igualmente, parece que não vão poupar polêmicas. “Não faremos nosso trabalho corretamente se não irritarmos algumas pessoas”, comenta Madonna em um dos vídeos.

Das páginas para as telas com certeza teremos que aguentar alguns anos até ver o filme pronto, mas a dobradinha promete. Talento não falta!
Reveja o vídeo de “Live To Tell”

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