House of the Dragon, T.3, episódio 4 (Recap): a guerra ficou muito maior

Episódio de 1h15. Oba! Começamos direto nos créditos? Hum… isso nunca costuma ser um bom sinal, no melhor dos sentidos.

Estamos em Tumbleton, agora controlada pelos verdes. A esposa de Hugh, Sarra, observa tudo. Os homens de Ormund ocupam as casas da população mais pobre. São cerca de 15 mil soldados, e a cidade simplesmente não comporta tanta gente.

Na banheira, Ormund comemora a tomada do castelo dos Footly e continua chamando Rhaenyra de usurpadora, mesmo depois dos Footly terem jurado lealdade à rainha. A ameaça é simples: quem não obedecer será tratado como traidor e morto. Daeron permanece ao lado do primo e finalmente entendemos o plano de Ormund. Seu verdadeiro objetivo é colocá-lo no Trono de Ferro. Ninguém mais acredita que Aemond voltará.

Em King’s Landing, Rhaenyra não entende por que Tumbleton se tornou tão importante entre tantas cidades. O conselho está desfalcado; ela acumula dúvidas e acaba aceitando, por enquanto, não enviar dragões. A própria rainha faz a pergunta que todos nós estávamos fazendo: onde está Corlys Velaryon?

Torrhen Manderly é escolhido como novo Mestre da Moeda, mas é uma furada porque ele vai ocupar a posição para levar a culpa dos problemas econômicos do reino.

Alicent acaba sendo nossa principal fonte de informações sobre Ormund. É também a oportunidade perfeita para Ryan Condal explicar quem é Daeron e por que ele desapareceu durante tanto tempo. Enviado ainda bebê para Oldtown, ele foi criado praticamente como um Hightower. Já Ormund é descrito pelos próprios parentes como um homem culto, arrogante, cruel e… extremamente sensível a cheiros.

Guia completo para House of the Dragon

Depois do confronto da semana passada, descobrimos que Corlys continua profundamente irritado com Rhaenyra. Ele parte para impedir que a Tríade avance e envia Alyn para ocupar seu lugar ao lado da rainha.

Enquanto isso, Aegon e Larys chegam a Rook’s Rest. Em uma das cenas mais emocionantes do episódio, Aegon reencontra Sunfyre. Todos acreditam que o dragão morreu, mas ele insiste que ainda está vivo. Disfarçados como pessoas comuns, os dois acabam trabalhando limpando latrinas e se submetendo aos abusos de soldados corruptos. Para um rei, é uma humilhação difícil de suportar. A revolta aumenta ainda mais quando Aegon descobre que foi oficialmente dado como morto. Agora ele quer matar tanto Aemond quanto Rhaenyra.

Perto de Harrenhal, Criston Cole e Gwayne Hightower encontram apenas um castelo destruído. Nenhum sinal de Aemond. Alys Rivers mente e diz que ele já foi embora. Gwayne quer seguir imediatamente para Tumbleton, mas Cole insiste em esperar. Quando descobrem que King’s Landing caiu, ele continua convencido de que Aemond não os traiu.

De volta à capital, Rhaenyra conversa com Alyn. O ressentimento entre ela e Corlys domina a conversa e acaba levando os dois a falar sobre seus próprios pais. Rhaenyra lembra que Viserys era obcecado por preservar a história. Ela não gosta que o pai seja lembrado apenas como um homem fraco. Para ela, ele era um bom homem tentando responder a exigências impossíveis.

Em Tumbleton, soldados de Ormund tentam violentar Sarra, a esposa de Hugh. Ela consegue escapar, mas vários acabam feridos e são levados diante do comandante. O momento é especialmente delicado porque Rhaenyra, que havia enviado Ulf para sobrevoar a cidade, enquanto Hugh queria assumir justamente essa missão, aceita enviar o cavaleiro e ele efetivamente sobrevoa a cidade.

Passeando por Flea’s Market, Ulf descobre que a fama tem seu preço. Como agora é visto como um homem rico, todos esperam que ele pague bebidas, faça favores ou distribua dinheiro.

Ormund precisa administrar o escândalo provocado pelos próprios soldados. Finge punir todos igualmente, mas fica claro que nada do que diz deve ser levado ao pé da letra. A verdadeira lição é para Daeron, que observa atentamente como o tio governa pelo medo.

Rhaenyra também descobre algo importante: a Fé dos Sete está tão ligada aos Hightower quanto os dragões sempre estiveram ligados aos Targaryen. Destruir a fé seria uma possibilidade, mas ela começa a procurar alternativas.

No Vale, Daemon finalmente cobra a dívida de Lady Jeyne Arryn. Consegue dinheiro para a guerra, mas acaba encontrando Rhaena montada em Sheepstealer graças a Caraxes. A conversa entre pai e filha é dura. Rhaena admite que não conseguiu salvar Jace, mas lembra que passou a vida inteira sendo motivo de piada por não ter um dragão. Agora ela finalmente encontrou seu lugar. Ela acredita que viverá exilada pelo resto da vida, enquanto Daemon tem certeza de que Rhaenyra mandará executá-la.

Ao voltar para King’s Landing, Daemon decide proteger a filha. Ele apresenta uma cabeça queimada à rainha, dizendo ter matado o responsável pela morte de Jace. Mysaria percebe imediatamente que a história não faz sentido.

Em Tumbleton, Ormund recebe a notícia de que Aemond desapareceu e entra em desespero. Sem dragões, manter a cidade será impossível. Daeron também demonstra conhecer muito bem os acessos de fúria do primo e deixa claro que tem medo dele.

Ulf alerta Rhaenyra de que boatos contra a rainha estão se espalhando pela capital. A resposta é mandar soldados apagarem as mensagens e reprimirem os responsáveis. Como quase sempre acontece, a violência apenas piora a situação.

A Trágica Saga das Meia-Irmãs Targaryen: Helaena e Rhaenyra

No Pequeno Conselho surge outro conflito. Daemon quer usar o dinheiro recém-conquistado para pagar soldados. Mysaria prefere distribuí-lo aos pobres. Rhaenyra fica ao lado de Mysaria e ainda repreende Daemon por acreditar que ele matou o homem responsável pela morte de Jace, sem dar a ela a chance do prazer da vingança.

Alicent descobre que Helaena está grávida e imediatamente se preocupa com o futuro do neto. Com isso, Ryan Condal responde a uma das maiores reclamações dos leitores de Fire & Blood e finalmente apresenta o terceiro filho de Aegon: Maelor.

No final, Hugh sobrevoa Tumbleton e vemos o quanto Ormund teme os dragões. Em seguida, uma conversa entre ele e Daeron deixa clara a dinâmica entre os dois. Ormund manipula o primo e acredita que os Hightower são superiores aos demais, mas reconhece que jamais derrotarão os dragões sem usá-los a seu favor. Sob sua ordem, Daeron mata o cunhado de Hugh.

Daeron me parece um bom rapaz, mas ainda sem força para enfrentar Ormund. E talvez essa seja a pior notícia para Rhaenyra. Ela não disputa o trono apenas com um meio-irmão. Agora são três pretendentes, cada um cercado por conselheiros cada vez mais perigosos. E, para complicar ainda mais, um novo herdeiro está prestes a nascer.

E continuo nervosa com uma ausência que a série insiste em prolongar: cadê os filhos de Rhaenyra? Quanto mais tempo eles ficam fora da história, mais preocupada eu fico. Porque, definitivamente, as coisas não estão nada boas para a nossa rainha.


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